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Existem pequenos detalhes que podem transformar o céu em um inferno.

A versão brasileira, pra variar, é de autoria do incansável Luis Fernando Veríssimo:

“- Paraíso é estar em um churrasco, feito por gaúchos, em uma praia nordestina, com mulheres mineiras, organizados por paulistas e animado por cariocas;

– Inferno é estar em um churrasco, feito por mineiros, em uma praia gaúcho, com mulheres nordestinas, organizados por cariocas e animado por paulistas”

A gringa eu desconheço o autor, segue a (tentativa de) tradução da imagem:

O paraíso é onde a polícia é britânica, os cozinheiros italianos, os mecânicos alemães, as amantes brasileiras e tudo é organizado pelos suíços. O inferno é onde os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são brasileiros, as amantes suíças, a polícia é alemã e tudo é organizado pelos italianos.

Do mestre Luis Fernando Veríssimo:

Eu tenho o sono muito  leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente  no quintal de casa. 

Levantei em silêncio  e fiquei acompanhando os leves ruidos que vinham lade fora, até ver uma  silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito  segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei  muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,  espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para  a polícia informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram- me se o  ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que  não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas  que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei  de novo e disse com a voz calma:
– Oi, eu liguei há pouco porque tinha  alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão  com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas  situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de  três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um  helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos  direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste  mundo.
Eles prenderam o  ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.  Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da  Polícia.
No  meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e  disse:
–  Pensei que tivesse dito que tinha matado o  ladrão.
Eu  respondi:
–  Pensei que tivesse dito que não havia ninguém  disponível. ”