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Lance Armstrong não poderia escolher melhor programa, para expelir de vez o que todos já desconfiavam, sabiam e só queriam ouvir do próprio meliante. A mãezona Oprah Winfrey veio a calhar para relatar o uso de substâncias proibidas para vencer suas competições (Volta da França e Olimpíada) talvez na tentativa desesperada de causar comoção e angariar milhares de perdões, seja dos (ex)fãs, pessoas vinculadas ao esporte, família, dentre outros.

O ciclista pode até ter amenizado a grande marcha irreparável na carreira esportiva ao bancar o réu confesso, no entanto experts da edição midiática não perderam tempo em recordar que ele negou incansavelmente estar dopado durante as competições, a ponto de perder a paciência e usar a frase corriqueira “Pela última vez…”. Grande parte de seus admiradores vai esquecer a superação da luta contra o câncer, ou senão refletir aquele marketing das pulseiras coloridas e engajadas como oportunistas, o que é muito pior.

Os comitês e organizações já calculam o preço em dinheiro a ser pago por Lance, algo em torno de U$$8 milhões (até o momento), além de ter retirado todos os títulos conquistados no período em que trapaceou. Armstrong só piorou a reputação já devastada e devassada do ciclismo, em razão de quase todos vice-campeões da France Tour terem sido acusados e culpados no anti-doping, a exemplo de Alberto Contador.

Deixando de lado todo o pelotão de fuzilamento, é hora de analisar os outros culpados nesse episódio. Armstrong junto a todos esportistas que foram pegos (Javier Sotomayor, Cesar Cielo e Diego Maradona) são os pregos que se destacaram, mas o que quase ninguém percebe é o círculo em torno do atleta que motiva tal uso.

Formado por empresários, patrocinadores e técnicos, exigem o serviços de especialistas na área da saúde para tornar seu ‘pupilo-produto-fonte-de-renda’, uma máquina de vencer e de retornar dinheiro, nem sempre nessa ordem. Os atletas, já que não têm outra saída para não frustrar suas metas, aceitam os inocentes medicamentos, que ultimamente são citados sob a desculpa de pomadas estéticas.

Vale lembrar que isso não é senso-comum. Há muitos profissionais que realmente se destacam enfrentando todas as dificuldades possíveis, vide Novac Djokovic, tenista sérvio número 1 do mundo, ainda que tenha asma e seja alérgico a glúten.

Que o caso se torne um exemplo às futuras gerações do esporte, em especial no controle honesto da saúde durante seus trabalhos, igualmente para os agentes que os cercam, evitando que temáticas e tramas como do filme ‘Jogos Vorazes’, no qual o que vale são os lucros e a audiência.

Armstrong é culpado e causou prejuízos pelo que fez, mais aos outros do que a si mesmo, mas ele não está sozinho nesse bando.

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