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O Top 5 desse fim de semana escala os cinco melhores filmes que pela capa e, o título ou o trailer dá a entender que a classificação é livre, mas posteriormente no meio do filme a sensação de vergonha e a vontade de mandar a prole sair da sala se equiparam.

5 – Wall-E (2008)

Esse filme, assinados pela Disney e pela Pixar, aborda um amor impossível entre um obsoleto robô, que cumpre com o seu dever de compactar o lixo abundante em uma Terra devastada, e uma sonda moderna que veio do espaço verificar se existe algum indício de desenvolvimento biológico no planeta. O choque entre os dois tipos extremos causa espanto ao robô trabalhador, que desperta uma sensação de identificação e amor.

Mais que uma saga de superação, o filme tem o seu teor ‘sério’ ao alertar sobre como o nosso planeta ficaria sem os devidos cuidados ambientais dos homens, principalmente preservação e consciência das fontes de energia disponíveis. Uma outra crítica implícita é a acomodação do ser humano com a tecnologia facilitadora, ou como o sedentarismo nos tornaria refém das máquinas.

4 – Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

Robert Zemeckis foi o ousado diretor do longa, considerado um marco na inclusão da animação em filmes reais,  o tão manjado live-action nas produções atuais. Um coelho totalmente desajustado é o protagonista em um ambiente dominado pelos gânsgters dos anos 30, e precisa da ajuda de um detetive para provar a inocência de sua esposa em um assassinato de um desenho animado.

Mesmo com as aparições de Mickey Mouse e Pernalonga, o filme tem um considerável apelo à violência e á sexualidade, ainda que o primeira seja na forma do exagero (à la Tom & Jerry). A imagem de um bebê ator, que usa e abusa do cigarro e dos palavrões, assim como as insinuações de Jéssica Rabbit, devem ser levadas em conta para impedir perguntas constrangedoras da criançada.

3 – Jack (1996)

Jack nasce com uma rara disfunção genética que faz com que cresça quatro vezes mais rápido que uma criança normal, ainda que sua mentalidade seja normal e preservada. Quando completa 10 anos, seu corpo aparenta um homem de 40, e a convivência com os colegas de escola mediada pelos pais será um grande desafio de adaptação e descobertas.

Robin Willians, que vive o protagonista, é um ator calejado para papéis infantis e/ou comediante, e sua magnífica atuação nesse longa não deixa a desejar. Recomendável para ser visto em família, a história passa uma mensagem da importância da amizade e incentivo dos pais para um jovem com tanto destaque e que facilmente é alvo de preconceito. Destaque também para Francis Ford Coppola na direção, o diretor dos ‘crus’ Poderoso Chefão e Apocalypse Now!

2 – A Viagem de Chiriro (2001)

Um túnel de trem em um parque temático abandonado no Japão. Essa é o portal que Chiriro se separa de seus pais e adentra em outra dimensão, com espíritos, animais e criaturas exóticas falantes, monstros devoradores e um guia (Haku) que guarda um segredo. Ela não pode ser vista pela bruxa que fica no alto do templo e suas andanças trazem à tona fatos relevadores.

Desenhado e dirigido por Hayao Miyazaki, o longa usa a interação entre os mundos reais e fantasiosos, e está longe da laia censurável assim como o Wall E. E essa é a marca registrada do diretor japonês, e dá a entender que é um recado para os telespectadores, mais ainda o público de sua terra natal, que levam uma vida ditada por regras e isoladas, com pouco tempo para os afazeres de lazer. Boa pedida para ser visto à dois.

1 – O Labirinto do Fauno (2006)

Uma menina e sua mãe grávida de seu padrasto general buscam refúgio em uma instalação militar na floresta no período da Guerra Civil Espanhola. Ao descobrir um labirinto de cerca viva nos fundos da casa, ela conhece o fauno, que a promete levar para seu verdadeiro lar assim que ela recuperar as chaves espalhadas pelo área. Mas para consegui-las terá que superar obstáculos assustadores.

Nem sempre a histórias com fadas, crianças e figuras mitológicas significam carochinha. Ambientada em um período histórico conturbado para a Espanha, é mostrado na obra confrontos entre rebeldes nacionalistas e militares a serviço do General Franco, a arrogância e a sordidez do general Vidal, bem como a fotografia escura da floresta. As cenas de tortura e matança podem chocar os puros e decentes.