Archive for the ‘Eu acho que…’ Category

Chegou o dia da formatura. Mais um ciclo se encerra e mais uma etapa foi concluída. Não antes dos imprevistos que a rotina exige e insiste em esgotá-los. Afinal, quem aqui entre os presentes, incluindo pais e direção, nunca sentiu aquele cansaço do cotidiano, ou aquela sensação de que não devia ter deixado o conforto do lar para estudar ou trabalhar?

E justamente essa rotina às vezes cansativa que se constituiu a nossa segunda família, chamada carinhosamente de classe. Foi um convívio de bons momentos – alguns difíceis é verdade – como programar ou ‘resenhar’ o que fizeram no final de semana, fazer piadas e brincadeiras na medida do saudável e da aceitação. Tudo bem que em algumas ocasiões tais ações aconteceram justo no momento em que nós, professores ‘carrascos’, precisávamos explicar o conteúdo da disciplina.

Porém, o peso desses momentos é facilmente esquecível comparado aos bons, e por isso se tornam memoráveis: o esclarecimento de dúvidas, os debates quentes, os papos pré e pós aula, os comentários pertinentes e até mesmo o ‘como é que eu escrevo mesmo?’ era bem-vindo. Aulas boas são aquelas que nem o professor vê o tempo passar e quando as falas de ambos os lados não se esgotam, apesar da minha insistência em deixar o relógio em cima da mesa.

E pensar que tudo começou com um simples estágio, quando este que vos fala estava do lado de fora da sala do 8º ano as aulas de História. Depois vieram as substituições no 9º para enfim, ‘conhecê-los de verdade’. Professores diferentes, apreensão no primeiro simulado, recuperações, exames e entender que o ritmo do colegial é outro (exclusivamente nessa ordem).

Resumindo, digamos que sociologicamente, neste três anos foi constituída uma convivência única, com comunicações vitais para o grupo social, mudanças sociais e culturais positivas, e um modo de viver foi instituído no espaço sala de aula.

Semanas atrás havia sugerido uma música para essa ocasião, Bittersweet Symphony, da banda inglesa The Verve. Uma canção constantemente mencionada e tocada em celebrações, como esta, a nossa. Vou falar sobre a mensagem da letra.

O título engana porque a Canção da Amargura diz que todo humano pode ser um milhão de pessoas da noite para o dia, mas sem perder o molde, convidando o ouvinte para uma estrada onde todas as veias se encontram, ou seja, o coração, e pedindo para os finais se encaixarem. Por mais que cada um tome rumos diferentes em 2014, não percam esse molde e não desencaixem os laços que fizeram entre vocês e conosco também.

Pensemos nisso como fim de uma etapa, porque a amizade continua! E lembranças boas serão guardadas nas memórias de vocês e de nossa. O ‘até logo’ fica para até o nosso próximo encontro. Visitas serão sempre bem-vindas.

 

Muito Obrigado e Boa Noite!

No terceiro colegial se acaba uma etapa escolar, não um ciclo de amizades

No terceiro colegial se acaba uma etapa escolar, não um ciclo de amizades

Prólogo: Essa brincadeira enigmática Xico Sá fez na final do paulista de 2009 entre Santos e Corinthians.

O finalista da Copa 2014 tem características peculiares:
– O grupo é sólido e conciso, em que todas as posições tem jogadores de destaque em fortes clubes europeus
– O goleiro foi contestado por vários defeitos, talvez por viver à sombra de ídolos no passado. Mas hoje é um grande arqueiro
– O lateral-direito continua uma incógnita para boas atuações e estatura não é o forte. O ala esquerda veio sob forte desconfiança, mas vem dando conta do recado.

– Um dos zagueiros marcou dois gols de bola parada nessa copa e foi o melhor avaliado nas quartas

– Os volantes se misturam na função de defender e atacar. E têm poder de chegada com chutes de fora da área. Ali não tem jogador fixo.
– Os meias são rápidos e também voltam para marcar. Houve desfalques por motivos generalizados

– Um dos que atacam pelo lado ainda é novo e com certeza despontará nas próximas edições. Ele já é referência no clube no qual atua.

– O centroavante (posição quase extinta hoje) já tem certa idade e faz muitos gols. Mas nesta edição ainda não desencantou.

– O técnico, turrão, ‘inventor’ e de longa data no comando, dá a entender que deixará o cargo após a copa

– A seleção está acostumada a vencer a competição, porém nos últimos anos têm ficado no quase, com derrotas em jogos que era favorita.

E aí?  

 

Alguns testemunhos de como o pré-inverno, ou a estação propriamente dita, pode ser bom ou ruim. Começando pela parte carne de pescoço:

I) Coisas que não combinam com o frio:

– Estar solteiro

– Resistência queimada

– Chuva (se bem que esse ano era mais do que bem-vinda)

– Trabalhar de moto

– Trabalhar em frigorífico

– Malhar de bicicleta (pode-se inverter com o item anterior)

– Aulas de natação

– Circular atrasado

– Cama encostada na parede

– Acordar às 6 da manhã

– Perder o chinelo

– Viajar de ônibus

– Jogar no time sem camisa do futebol

 

II) Coisas que combinam – e muito – com o frio:

– Namorada

– Chuveiro quente (evitar o desperdício de água)

– Sopa da mamãe

– Um bom livro (acompanhado de cobertor)

– Um bom filme (também acompanhado de cobertor)

– Chocolate quente

– FÉRIAS!

Rússia!

Rússia!

Os problemas, pra variar, são maiores que as soluções. Deixando as piadas de lado, bora colaborar: http://www.campanhadoagasalho.sp.gov.br

Ontem (10/5) um dos maiores roqueiros humanitários e politicamente(?) correto avançou na casa da meia-idade. Paul Hewson, Bono Vox para os íntimos, tem muito a festejar se gabando pelo sucesso dentro e fora dos palcos. Em uma entrevista a Veja (argh!) em 2004, ele não titubeia quando questionado sobre uma piada que o compara a Deus: “Sim, eu sou Deus (…). Também dou minha bênção a roqueiros que se empenham em causas nobres. O único senão é que eles têm de morrer na cruz ao completar 33 anos. Falando sério, sempre fui egomaníaco”.

O determinismo agiu descaradamente sobre esse garoto de Dublin. O cenário de conflitos religiosos e nacionalistas, envolvendo atentados terroristas e ações de intolerância bagunçaram a sua cabeça com tendências punks, e estava sendo levado pela enésima vez à diretoria no dia em que foi escolhido pelo baterista Larry Mullen Jr para interar o quarteto U2.

O ambiente portuário, frio e inóspito do Reino Unido, os amores de colégio – participou do primeiro programa com 18 anos – retirada e adaptações de trechos bíblicos…todas essas inspirações já faria as letras de Vox um estrondo nos anos 80, mas a trupe foi além. O engajamento político, com altas doses de acidez e ironia ainda instiga determinados governantes que abusam da pose e pecam nas promessas.

‘Sunday Bloody Sunday’, a plenas batidas de tambores em desfiles militares, é considerada um dos maiores hinos do rock e com peso. ‘Muitos perderam, mas quem afinal ganhou?’, diz o trecho que narra a briga entre católicos e protestantes na terra natal da banda em 1978. ‘Bullet the Blue Sky’, referente aos golpes e insurgências na América Central nos anos 80, floreia os ataques estadunienses às aldeias da Nicarágua e El Salvador.

Na turnê Zoo Tv, a propaganda indiscreta da televisão, Bono ligava no meio dos shows para a Casa Branca para saber de Bush pai como andava a Guerra do Iraque, sempre com uma negativa da secretária. A mais recente ‘Walk On’, ele aconselha Aung San Suu Kyi e seguir firme no ativismo político contra tirania militar na Birmânia. Para não dizer que tudo são flores, abraçou a causa Fome Zero junto a Lula na passagem da banda por aqui, em 2006.

Mas seu foco maior é a África. Liderando campanhas para o perdão das dívidas do continente com os países ricos, avaliar melhor o desperdício de alimentos (Oxfam) e pesquisas para a cura da Aids, encontrou em Mandela um dos parceiros ideais. Fez uma trilha sonora digna de Oscar – literalmente – para sua filmografia, ‘Ordinary Love’.

Feliz aniversário Bono Vox. Continue nessa pegada roqueira, barulhenta e irritante às elites corruptas. E se sobrar tempo, cante nas apresentações do U2.

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family allowance? hummmm

Feliz Dia do Goleiro!

Posted: 26/04/2014 by sobziro in Eu acho que..., Geral, Top 5
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Hoje é dia daquele considerado um homem elástico, de acordo com Skank;  Do cara que pode ser vilão ou heroi ao mesmo tempo, de autoria ainda desconhecida. A águia solitária, o homem misterioso, o último defensor…palavras de Vladimir Nabokov. Enfim, parabéns aos goleiros, profissionais ou aqueles que quebram o galho e/ou passam raiva, como este que vos escreve.

Aproveitando a data comemorativa, segue a lista dos 5 melhores goleiros que esse irritante torcedor viu atuar. Justamente por essa falha não posso ranquear Lev Yashin, o Aranha Negra soviético. Eis a lista, com a nacionalidade e o clube de maior importância defendido pelos arqueiros. Aberta a crítica, sugestões e, por que não, elogios!

5 – Gianluca Pagliuca – Itália (Inter de Milão)

Jogou três Copas (90, 94, 98). Muito eficiente nas defesas por cobertura e na saída com as mãos levantadas. Defendeu a cobrança de Márcio Santos na final de 94. Bem que poderia ter aceitado o frango, na qual ele beijou a trave depois, para evitar nosso sofrimento.

4 – Marcos – Brasil (Palmeiras)

Deixando qualquer clubismo de lado, até porque não fosse ele não teríamos o Penta. Símbolo do Palmeiras na década de 2000, assumiu a bronca mesmo em tempos ruins do clube, usando o pragmatismo que lhe é peculiar. Só não foi mais espetacular por conta das constantes lesões.

3 – Lavoisier Freire – Brasil (Carlos Barbosa)

Engraçado como renegamos os ídolos do futsal quando falamos de craques da bola. Mais ainda numa área em que Falcão é a única referência. Lavoisier é um defensor completo das quadras: elástico, ágil, com muito reflexo, raçudo e, de lei a todos da posição, louco!

2 – Dida – Brasil (Corinthians)

Alto, frio e concentradíssimo. Com essas características Dida se consagrou no clube de Parque São Jorge, ganhando títulos e defendendo pênaltis, sua especialidade na época. Seu defeito até hoje é a saída com os pés, principalmente fora da área.

1 – Oliver Kahn – Alemanha (Bayern de Munique)

Contradizendo o vice, o alemão é um tanto baixo para a posição e brigão (Klinsmann que o diga), daqueles que esbravejam o jogo todo. Kahn foi espetacular em especial nas defesas rasteiras e evitando gols de falta. Se auto-intitulou o melhor jogador da Copa de 2002. O resultado todos nós sabemos.

 

Passadas os primeiros jogos de mata-mata na Champions League 2014, os meninos ficaram pelo caminho, restando agora os homens calejados alçarem o título da temporada. O sorteio dessa manhã de 21 de março deixa claro que não há mais zebras, salvo talvez os dois times ainda zerados ao levantar a orelhuda: PSG e Atlético de Madrid. O time espanhol desbancou nada menos que o heptacampeão – ainda que em queda livre – Milan.

O presente artigo tem como analisar (com notas) os pontos fortes de cada equipe, dividida em ataque, defesa, técnico, citando os pontos fortes e fracos. Ainda consta um palpite do analista que vos escreve sem titubear, com o time ‘favoritado’ em negrito e sublinhado. Entre parênteses, os títulos que cada um tem da Liga.

I) BARCELONA X ATLÉTICO DE MADRID: Um clássico espanhol com ares de disputa pela Serie A.

. Barcelona (4):

Ataque: 10 – Messi, Neymar, Iniesta tem tudo pra desencantar…mais uma vez

Meio-Campo: 9 – O sempre cerebral Xavi tem o apoio de Fabregas. Busquet protege a zaga.

Defesa: 7,5 – Piqué dá conta do recado, em especial pelo alto. O problema é o açougueiro Mascherano e o lesionado Puyol.

Técnico (Tata Martino): 7 – Ainda tem dificuldades para compactar o time

. Atlético de Madrid (0):

       Ataque: 8,5 – Diego Costa é o nome da vez. Mas é isolado por conta das lesões de Villa

       Meio-Campo: 8,5 – o ex-santista Diego faz tempo que não desencanta. Turan pode ser uma boa surpresa.

       Defesa: 8 – Miranda e Filipe Luiz vão querer mostrar serviço pra Felipão. E os outros?

       Técnico (Diego Simeone): 9 – Argentino cascudo. Conhece como poucos a liga europeia

II) REAL MADRID X BORUSSIA DORTMUND: Reedição das semifinais da temporada 2012-2013

. Real Madrid (9):

       Ataque: 10 – Cristiano Ronaldo, Benzema e Morata podem fazer um estrago daqueles.

      Meio-Campo: 10 – Isco, Di Maria e o caríssimo Bale ajeitam pra frente. Modric carrega o piano

      Defesa: 8,5 – Sergio Ramos e a roçadeira Pepe são bons pelo cabeceio. Marcelo é o lateral da seleção

       Técnico (Carlo Ancelotti): 9 – Veterano com bagagem por bons clubes. E com chiclete também

. Borussia Dortmund (1):

        Ataque: 10 – Lewandowski e Reus são os caras de área.

       Meio-Campo: 8,5 – Mkhitaryan e Gündogan abastecem os atacantes. Bender e o capitão Kehl amarram o jogo.

       Defesa: 8 – Hummels e Schmelzer terão sua prova de fogo. Weindenfeller pode se consagrar

        Técnico (Jurgen Kloop): 9,5 – Candidato a melhor do ano em 2013. Montou uma equipe que ‘joga o básico sem comprometer’

III) PSG X CHELSEA: Duelo de times-empresa – o francês do xeique contra o inglês do russo

. Psg (0):

      Ataque: 10 – Ibrahimovic e Cavani são as referências matadoras de suas seleções.

     Meio-Campo: 8 – Pastore e Lucas chegando por atrás é caixa. Motta e Verratti darão segurança?

     Defesa: 10 – Um trio que pode vestir as amarelinhas na Copa: Thiago Silva, Marquinhos e Maxwell

     Técnico (Laurent Blanc): 7,5 – Ídolo como jogador na seleção francesa. Péssimo como técnico

.Chelsea (1):

     Ataque: 8,5 – Pode aumentar com a eficiência de Eto’o, assim como despencar com a deficiência de Torres.

     Meio-Campo: 9,5 – Os selecionáveis Oscar, William e Ramirez vão e voltam. Lampard dá as cartas.

     Defesa: 9 – David Luiz e Cahill são entrosados. Ivanovic e Terry, pesados, podem comprometer.

     Técnico (José Mourinho): 8 – Special One é tático e turrão. Deve um título de magnitude aos blues.

IV) MANCHESTER UNITED X BAYERN DE MUNIQUE: Os diabos vermelhos fizeram uma virada histórica pra cima dos bávaros em 1999.

. Manchester United (3):

     Ataque: 10 – Van Pierse, Rooney e Chicarito. Só uma contusão para diminuir a nota…ops!

     Meio-Campo: 7,5 – Nani, Kagawa e Mata podem desequilibrar a favor. Já Giggs (sim!)…

     Defesa: 7 – Ferdinand e Vidic já passaram dos 30. Rafael ainda dá seus vacilos e Evra é instável.

     Técnico (David Moyes) 6,5 – Tem o fardo de substituir Sir Alex Ferguson. Mas passou sufoco com o Olympiakos.

. Bayern de Munique (5):

     Ataque: 9 – Mandzukic é o homem do cabeceio. Muller é seu companheiro e Pizarro, seu reserva.

     Meio-Campo: 10 – Robben, Ribery, Gotze, Schweinteiger e Thiago Alcântara. Nada a declarar.

     Defesa: 9 – Conta com o seguro Dante, mas peca com o precipitado Boateng. Lahm é o cadeado.

     Técnico (Guardiola): 10 – conseguiu impor bem seu famoso tiki taka, apesar de ainda estar sob desconfiança.

Libertadôôôres (fiu-fiu-fiu-fiu)

Libertadôôôres (fiu-fiu-fiu-fiu)

Faleceu na manhã de hoje (2/4/2014) o ator estaduniense Philip Seymour Hoffman. Encontrado morto em seu apartamento em Nova York, as primeiras suspeitas levam a crer em overdose, já que foram encontrados pacotes de heroína – o ator confessou o vício e a necessidade de tratamento em anos recentes.

Foi-se um ‘novato’ de 46 anos que cravou seu pé na hall de grandes atores a partir da década de 90, com belas interpretações que se adequaram à sua idade: o estudante rico mimado em Perfume de Mulher, os desvairados e aventureiros de Fé Demais Não Cheira Bem e Twister, o articulador em Jogos do Poder e Tudo pelo Poder e  biografando Truman Capote, que lhe rendeu um Oscar em 2006.

Meu critério de bons artistas são aqueles que convencem com vilões prepotentes, homossexuais de respeito e com deficiência que se superam. Hoffman talvez tenha pecado no último quesito, mas incorporou todos os outros com maestria.

Dedico aqui um Top 5 simbólico dos melhores filmes que vi desse artista. Quase todos em grandes parcerias.

5 – Ninguém é Perfeito (1999): Uma drag queen simplória tenta ajudar Robert de Niro pós-avc com terapia de canto. Divertido e cômico.

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4 – Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto (2007): Junto com o irmão sem-graça Ethan Hawke, trama o golpe do seguro na loja dos pais que, pra variar, acaba dando errado. Calculista e denso.

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3 – Dúvida (2008): Um padre com comportamento suspeito aporrinhado o tempo todo por Meryl Streep. Religioso e culpado (spoiler!).

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2 – Missão Impossível (2006): Traficante de armas e de informações sigilosas em jogo de gato e rato com Tom Cruise. Cínico e de dar raiva.

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1 – Piratas do Rock (2009): Comanda uma rádio flutuante tocando rock em plena Inglaterra conservadora de Kenneth Branagh. Provocador e hilário.

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Meu colega de profissão sugeriu em seu blog (http://orandesrocha.blogspot.com.br) a montagem do melhor Corinthians que cada torcedor já viu em campo. Para ir na contramão e começando pela pior parte, montei a lista do time mais esquecível. Entre os mais lembrados consta a turma do rebaixamento no brasileirão de 2007.  Mas também tem as figurinhas inusitadas de outras temporadas.

Goleiro – Doni (2003)

1 - doni

Veio com a ingrata missão de substituir Dida. Tomou gols bobos e se envolveu em briga com Fabiano (São Paulo) durante uma partida. 10 jogos de gancho e vaias da torcida!

Lateral-direito: Daniel (2000)

2 - daniel

Contratado da Ponte Preta com a pompa de um ótimo brasileirão em 1999. Chegou e foi tão na marcação e apoio que logo perdeu espaço para outro menos pior: Índio.

Zagueiros:  Zelão (2007) e Valdson (2004)

3 - zelão

4 - valdson

O primeiro foi titular do medonho time rebaixado em 2007 junto com Betão. O outro até foi melhorado por Tite em 2004, mas é mais fácil lembrar das lambanças do que as eficiências

Lateral-Esquerdo: Augusto (1999)

6 - augusto

Enquanto na Portuguesa foi referência, no Corinthians foi logo reserva. Dribles errados e mau posicionamento o levou para a reserva e trouxe Kléber ao time.

Volantes: Wendel (2005) e Perdigão (2008)

Wendel jogou no eterno 7×1 em cima do Santos, mas o que marcou sua passagem foi tudo que um volante não pode fazer: carrinho violento, desproteger a zaga, amarrar os meias. Perdigão (Cumpadi Washington) compensou a fora de forma e os erros de passe com o seu humor. Haja CQC, Pânico, Zorra…!

5 - wendel

8 - perdigão

Meias: Ailton (2007) e Ibson (2013)

O craque do campeonato mexicano chegou com status para livrar o time do rebaixamento, e foi tão bem quanto uma âncora, a ponto de ser ameaçado em pleno Pacaembu. Ibson pode ser resumido pelo apelido que recebeu nas redes sociais: IbsonO.

7 - ailton

10 - ibson

Atacantes: Mirandinha (1997) e Souza (2009)

9 - mirandinha

11- souza

Mirandinha era um digno triatleta: corre, pedala e nada! E Souza pode-se dizer que desempenhou bem seu papel. Afinal não fosse suas atuações Mano teria atrasado a entrada de Ronaldo Fenômeno.

Técnico: Joel Santana (1997 e 2000)

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Relô mai frêndi! Papai Joel foi sem dúvida um dos piores técnico que pranchetou o Corinthians. Em ambas as passagens poderia ter rebaixado o time. Em 1997 foi demitido a tempo para o trabalho de Candinho. E em 2000 o confuso João Havelange ‘não permitiu’ a queda do Timão.  Vai com gódi!

E aí, discordam ou apoiam? Opinem aí!

Enquanto no Brasil impera a incoerência entre biógrafos e artistas, resolvi apelar para a leitura de um dos artistas mais idolatrados – senão o mais – da história do country e dos rock nos Estados Unidos, Johnny Cash. O livro originalmente foi publicado em 1997, época em que Cash dava seu último tiro de consagração no cenário musical. O cantor faleceu em 2003.

O jornalista Patrick Carr contribuiu para que o texto se ajeitasse e Johnny não economiza em seus feitos na primeira pessoa. Por não usar a linha comum (e às vezes maçante) das biografias – nascimento, infância, primeiros trabalhos, carreira artística e curtindo a velhice – talvez seja o mais interessante do livro. Muitos artistas optam pelo modelo para convencerem os fãs que alçaram o sucesso a duras penas.

Ao invés disso, o menino pobre, nascido e crescido nas fazendas de algodão do Tennessee, preferiu focar as temáticas que mais lhe alegraram e perturbaram em toda sua trajetória aos 65 anos de idade.

Um dos problemas relatados, encarado como trauma, diz respeito ao acidente com o irmão Jack na adolescência. Cash detalha o ocorrido desde a premonição feita por ele momentos antes até o dia do óbito no hospital.

O vício em anfetaminas foi outro aspecto abrangido na obra. Rotina desregulada, temperamento explosivo, depressão e isolamento de entes queridos e o momento de redenção e reviravolta, graças à família da amada June Carter.

A religiosidade do artista pode ser o ‘ponto de equilíbrio’ do livro. Cash depõe todo seu amor a Deus sem que seus relatos pareçam uma pregação barata de igrejas intolerantes. A leitura constante da Bíblia e outros textos sagrados só reforçam tentativas de casar estilos musicais com o gospel.

Parcerias e amizades dão a entender a simplicidade de Johnny para elogiar quem esteve próximo em tempos de disputa saudável entre country e rock a partir dos anos 60. Roy Orbison, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Willie Nelson são apenas alguns entre tantos.

Em uma era de decadência musical em se tratando de conteúdo, vale a leitura e o download das músicas do Man In Black no epílogo. O livro é muito mais que a cinebiografia ‘Johnny & June’, estrelado pelo brilhante Joaquin Phoenix e a insossa Reese Witherspoon.

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A morte de Paul Walker foi noticiada como se ele fosse um mártir, enquanto a de Mandela são simples notinhas de rodapé? Nada contra o ator de Velozes & Furiosos, até admiro a iniciativa dele para as vítimas do furacão no sudeste asiático. Mas e o grande líder sul-africano? Meras e míseras notificações, algumas com suas frases de efeito. Nem quero imaginar o que a turma do humor negro está bolando. E quem foi Mandela, fora ou baseado nas retratações feitas nas telonas do cinema? (Idris Elba é o mais recente, enquanto Morgan Freeman, Sidney Poitier e Danny Glover atuaram em versões anteriores)
– Se sujeitou a ficar em uma cela de 4m² por 27 anos somente por ter lutado contra o etnocentrismo em seu país,
– Pôs fim a um regime de segregação racial aplaudido e ignorado pelas potências que pregam a ‘liberdade’,
– Quando assumiu o governo sul-africano, perdoou os brancos que governaram até então, não praticando a irracional vingança, ainda que no caso fosse aceitável
Mandela não foi nenhum santo em toda vida terrena: Envolveu-se com grupos armados, usou o boxe para fins violentos e integrou a lista dos terroristas mais perigosos dos EUA até 2008. Mas que personalidade histórica digna de respeito nunca cometeu um(ns) deslize(s) sequer?
Descanse em paz grande líder. Por sua causa o preconceito perdeu força na mãe África. Deveria haver outros seguindo teu exemplo. Há muito a ser feito porque os tiranos se preocupam cada vez mais com o lustre de seus sapatos ao invés  do bem-estar dos necessitados.
É, o refrão de Cazuza em Ideologia se faz cada vez mais presente: Meus herois morreram de overdose, meus inimigos estão no poder.

Segue em anexo a trilha sonora feita para o novo filme biográfico do governante. Feito por uma certa banda ativista chamada…..U2!