Arquivo de Dezembro, 2014

Chegou o dia da formatura. Mais um ciclo se encerra e mais uma etapa foi concluída. Não antes dos imprevistos que a rotina exige e insiste em esgotá-los. Afinal, quem aqui entre os presentes, incluindo pais e direção, nunca sentiu aquele cansaço do cotidiano, ou aquela sensação de que não devia ter deixado o conforto do lar para estudar ou trabalhar?

E justamente essa rotina às vezes cansativa que se constituiu a nossa segunda família, chamada carinhosamente de classe. Foi um convívio de bons momentos – alguns difíceis é verdade – como programar ou ‘resenhar’ o que fizeram no final de semana, fazer piadas e brincadeiras na medida do saudável e da aceitação. Tudo bem que em algumas ocasiões tais ações aconteceram justo no momento em que nós, professores ‘carrascos’, precisávamos explicar o conteúdo da disciplina.

Porém, o peso desses momentos é facilmente esquecível comparado aos bons, e por isso se tornam memoráveis: o esclarecimento de dúvidas, os debates quentes, os papos pré e pós aula, os comentários pertinentes e até mesmo o ‘como é que eu escrevo mesmo?’ era bem-vindo. Aulas boas são aquelas que nem o professor vê o tempo passar e quando as falas de ambos os lados não se esgotam, apesar da minha insistência em deixar o relógio em cima da mesa.

E pensar que tudo começou com um simples estágio, quando este que vos fala estava do lado de fora da sala do 8º ano as aulas de História. Depois vieram as substituições no 9º para enfim, ‘conhecê-los de verdade’. Professores diferentes, apreensão no primeiro simulado, recuperações, exames e entender que o ritmo do colegial é outro (exclusivamente nessa ordem).

Resumindo, digamos que sociologicamente, neste três anos foi constituída uma convivência única, com comunicações vitais para o grupo social, mudanças sociais e culturais positivas, e um modo de viver foi instituído no espaço sala de aula.

Semanas atrás havia sugerido uma música para essa ocasião, Bittersweet Symphony, da banda inglesa The Verve. Uma canção constantemente mencionada e tocada em celebrações, como esta, a nossa. Vou falar sobre a mensagem da letra.

O título engana porque a Canção da Amargura diz que todo humano pode ser um milhão de pessoas da noite para o dia, mas sem perder o molde, convidando o ouvinte para uma estrada onde todas as veias se encontram, ou seja, o coração, e pedindo para os finais se encaixarem. Por mais que cada um tome rumos diferentes em 2014, não percam esse molde e não desencaixem os laços que fizeram entre vocês e conosco também.

Pensemos nisso como fim de uma etapa, porque a amizade continua! E lembranças boas serão guardadas nas memórias de vocês e de nossa. O ‘até logo’ fica para até o nosso próximo encontro. Visitas serão sempre bem-vindas.

 

Muito Obrigado e Boa Noite!

No terceiro colegial se acaba uma etapa escolar, não um ciclo de amizades

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