Arquivo de Julho, 2014

O Publicitário André Cox, dono da perfil Foi O Mordomo no behance (https://www.behance.net/foiomordomo) montou cartazes de cinema de desenhos dos anos 80 e 90. O resultado, envolvendo desde Chapolin até a Caverna do Dragão, é espetacular.

cahpolin capitão planeta caverna do dragão doug pinky cerebro

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br/

Erguida na região do Brás (cidade de São Paulo), a construção é uma réplica do homônimo descrita na Bíblia. Segue alguns fatos, retirados do site da revista Exame com o apoio da Veja SP:

1. O Templo foi construído em um terreno de 35 mil metros quadrados – o equivalente a 5 campos de futebol.  

2. O Templo de Salomão assume o posto de maior espaço religioso do país em área construída, que é 4 vezes maior do que o Santuário Nacional de Aparecida (SP). Aparecida tem 23,3 mil m² de área construída, enquanto o Templo Salomão tem 100 mil m².

3. A obra durou 4 anos e custou R$ 680 milhões.

4. O Bispo Edir Macedo mandou vir de Hebron, em Israel, 40 mil metros quadrados de pedras usadas na construção e decoração do Templo.

5. Doze oliveiras foram importadas do Uruguai para reproduzir o Monte das Oliveiras.

6. A capacidade do novo templo é de 10 mil pessoas.

7. As cadeiras que vão acomodar os milhares de fiés foram trazidas da Espanha.

8. Cerca de 40 imóveis foram comprados no Brás por conta da obra.

9. No altar, há uma esteira rolante destinada a carregar o dízimo pago pelos fiéis diretamente para uma sala-cofre.

10. Dez mil lâmpadas de LED foram instaladas no teto do salão principal.

11. Nas paredes há grandes menorás – candelabros de sete braços.

12. Na área construída há ainda espaço para 60 apartamentos de pastores que estão a trabalho no templo – incluindo um para o Bispo Edir Macedo. 

13. O altar foi construído no formato da Arca da Aliança, local onde teriam sido guardados os Dez Mandamentos, segundo a Bíblia. 

14. Cem metros quadrados de vitrais dourados foram instalados acima do altar, segundo a Veja SP. 

15. O estacionamento do templo conta com 2000 vagas para carros, 241 para motos e 200 para ônibus. 

16. Por enquanto, no período inaugural e de testes, só se poderá ir ao Templo em caravanas. Este foi um acordo com as autoridades, para que avaliasse o impacto no trânsito da região. Depois, qualquer pessoa, com seus próprios meios, poderá ir ao templo.

17. Além do Templo, há também um museu, chamado de Memorial. Lá, 12 colunas explicam a origem das 12 tribos de Israel. 

18. Para as mulheres, é vetado o uso de “minissaias ou outros tipos de roupas curtas, decotadas ou sensuais”. Já os homens deverão deixar no armário as camisetas de times de futebol, bermudas, regatas e chinelos.

19. Foram usadas na obra 2.600 toneladas de ferro e 145 mil sacos de cimento.

20. Segundo a assessoria de imprensa da Igreja, a presidente Dilma Rousseff estará presente na inauguração do Templo. O ex-presidente Lula, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad também são esperados.

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Na mais recente propaganda provocativa da Pepsi, foi utilizada uma capa vermelha da concorrente Coca como fantasia de Hallowen, comum nos EUA e outros países do Hemisfério Norte. A empresa publicitária responsável foi a belga Buzz In a Box. A resposta, – não se sabe se foi criado por empresas contratadas pela Coca – não demorou para aparecer, só mudando o slogan.

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Vale lembrar que não é de hoje a troca de farpas entre as duas franquias. Em vídeos, já usaram Jimi Hendrix, O Poderoso Chefão e até o tenista Guga (A Pepsi está associada a Ambev no Brasil). Segue alguns dos vídeos:

Gostaria de ver se tem esse tipo de rivalidade entre Nike e Adidas, Nescau e Tody, Volks e Chevrolet…

 

 

A animação foi feita por Nina Paley e mostra de modo ácido como o território palestino tem sido alvo de disputas históricas, desde os primeiros hebreus, passando por egípcios, persas, árabes e turcos otomanos. A canção usada na montagem é ‘This land is mine’, uma paródia da ‘Canção do Êxodo’, entoada a plenos pulmões na década de 1960 e 70 pelo sionismo americano, que visava expressar o direito judaico por Israel. 

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/07/animacao-resume-conflito-entre-palestina-e-israel-em-tres-minutos-assista/

Declaração de Amor Gamer (Anos 90)

Posted: 16/07/2014 by sobziro in Games, Geral, Humor
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Direto do http://www.naointendo.com.br/

A esmagadora maioria tem vínculo com a WWF. retirado do http://www.blogblux.com.br/

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(Este artigo é dedicado aos meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas apoiadas por Isarel)

Para se justificar, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, vivem submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.

São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.

Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.

Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.

Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.

E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?

Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.

(Eduardo Galeano)

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