Arquivo de Janeiro, 2014

Tony Blair regressa ao mundo dos vivos: em artigo para o jornal “The Observer”, o ex-premiê britânico escreve que as lutas do século 21 não serão mais ideológicas, como aconteceu na centúria anterior. Serão culturais, religiosas. Civilizacionais. Ó Deus, onde é que eu já ouvi isso?

Obviamente, em 1993, quando Samuel Huntington horrorizou as consciências politicamente corretas com “The Clash of Civilizations?”, o artigo publicado na “Foreign Affairs”.

Reli o texto de Huntington. Com 20 anos de distância, voltei a pasmar com a inteligência (e a presciência) do senhor. Blair e Huntington podem partir do mesmo ponto: há um “choque de civilizações” inegável. Mas chegam a conclusões radicalmente distintas.

No ensaio, Huntington perguntava onde estariam os conflitos futuros quando todo mundo falava triunfalmente do “fim da história”. E respondia: esqueça as lutas clássicas entre Estados. E esqueça também as lutas no interior do Ocidente, motivadas por disputas econômicas ou políticas, como sucedeu no século 20. Esse tempo acabou: imaginar a França nas trincheiras contra a Alemanha é cenário irrealista.

Os conflitos acabarão por emergir entre civilizações —ou, melhor dizendo, entre diferentes concepções do mundo que não podem ser resolvidas, ou harmonizadas, por um piquenique multiculturalista ou um seminário acadêmico entre pacifistas “new age”.

Como escrevia Huntington, a questão futura não passa por saber qual é o lado certo da batalha; a questão primeira será saber quem somos nós. Porque é a identidade cultural, e não os interesses momentâneos do Estado, que irá definir os conflitos futuros. E, quando as coisas são postas nesses termos, não é possível ser meio muçulmano e meio cristão ao mesmo tempo.

Aliás, as tensões entre o Ocidente e o Islã são analisadas por Huntington sem eufemismos: se Tony Blair, na sua coluna para o “Observer”, usa a palavra “Islã” com medo, Huntington é glacial. O conflito entre o Ocidente e o radicalismo islâmico dura 1.300 anos. Será mais violento nos anos próximos. E, pormenor importantíssimo que Blair (e Bush) esqueceu, não se resolve pela imposição de qualquer modelo democrático, por mais nobre que ele seja em teoria.

‘Para certas sociedades, os valores fundamentais da civilização ocidental —”individualismo”, “secularismo”, “constitucionalismo” etc.— soam estranhos e, pior, ameaçadores. Por mais “primaveras árabes” que floresçam (e feneçam) no Oriente Médio.

Perante este “choque de civilizações”, que fazer?

Tony Blair, em momento de “mea culpa”, reconhece que o caminho não é militar: a democracia não se impõe à força porque os resultados, no Afeganistão e no Iraque, não foram propriamente brilhantes. Mas depois, com a ignorância que o define, Blair regressa a um mundo imaginário de fadas e duendes: o “choque de civilizações” só será evitado pelo entendimento e pela tolerância entre culturas.

Como é evidente, Blair está falando para a minoria “ocidentalizada” que ele encontra no lobby dos hotéis de luxo no Cairo ou em Beirute. Ou então prepara o seu discurso de Miss Universo.

Samuel Huntington, uma vez mais, revela a lucidez e a coragem que Blair não tem: perante o “choque de civilizações”, deve haver maior coesão no interior do próprio Ocidente, entre países que partilham os mesmos valores fundamentais.

Isso implica um Ocidente que não esteja disposto a desarmar-se perante potenciais inimigos porque a palavra “inimigo” ainda continua fazendo parte da linguagem política contemporânea.

E, claro, o Ocidente pode sempre apoiar grupos de outras civilizações que se interessam por essas extravagâncias como a “democracia” e os “direitos humanos”, sem ceder à tentação de tentar exportá-los pela força. A evolução para a modernidade é um caminho solitário que só essas civilizações podem (ou não) percorrer.

Vinte anos depois do ensaio de Huntington e dez anos depois das aventuras no Afeganistão e no Iraque, continuo preferindo o realismo carnívoro do professor de Harvard ao idealismo vegetariano de Tony Blair. ‘

(João Pereira Coutinho)

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Sim, foi no mesmo jogo da ‘Mão-de-Deus’.

Sim, ele esteve envolvido com drogas.

Sim ele é argentino e provoca Pelé (se bem que ultimamente anda merecendo).

Mas mau jogador? Impossível

Meu colega de profissão sugeriu em seu blog (http://orandesrocha.blogspot.com.br) a montagem do melhor Corinthians que cada torcedor já viu em campo. Para ir na contramão e começando pela pior parte, montei a lista do time mais esquecível. Entre os mais lembrados consta a turma do rebaixamento no brasileirão de 2007.  Mas também tem as figurinhas inusitadas de outras temporadas.

Goleiro – Doni (2003)

1 - doni

Veio com a ingrata missão de substituir Dida. Tomou gols bobos e se envolveu em briga com Fabiano (São Paulo) durante uma partida. 10 jogos de gancho e vaias da torcida!

Lateral-direito: Daniel (2000)

2 - daniel

Contratado da Ponte Preta com a pompa de um ótimo brasileirão em 1999. Chegou e foi tão na marcação e apoio que logo perdeu espaço para outro menos pior: Índio.

Zagueiros:  Zelão (2007) e Valdson (2004)

3 - zelão

4 - valdson

O primeiro foi titular do medonho time rebaixado em 2007 junto com Betão. O outro até foi melhorado por Tite em 2004, mas é mais fácil lembrar das lambanças do que as eficiências

Lateral-Esquerdo: Augusto (1999)

6 - augusto

Enquanto na Portuguesa foi referência, no Corinthians foi logo reserva. Dribles errados e mau posicionamento o levou para a reserva e trouxe Kléber ao time.

Volantes: Wendel (2005) e Perdigão (2008)

Wendel jogou no eterno 7×1 em cima do Santos, mas o que marcou sua passagem foi tudo que um volante não pode fazer: carrinho violento, desproteger a zaga, amarrar os meias. Perdigão (Cumpadi Washington) compensou a fora de forma e os erros de passe com o seu humor. Haja CQC, Pânico, Zorra…!

5 - wendel

8 - perdigão

Meias: Ailton (2007) e Ibson (2013)

O craque do campeonato mexicano chegou com status para livrar o time do rebaixamento, e foi tão bem quanto uma âncora, a ponto de ser ameaçado em pleno Pacaembu. Ibson pode ser resumido pelo apelido que recebeu nas redes sociais: IbsonO.

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Atacantes: Mirandinha (1997) e Souza (2009)

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Mirandinha era um digno triatleta: corre, pedala e nada! E Souza pode-se dizer que desempenhou bem seu papel. Afinal não fosse suas atuações Mano teria atrasado a entrada de Ronaldo Fenômeno.

Técnico: Joel Santana (1997 e 2000)

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Relô mai frêndi! Papai Joel foi sem dúvida um dos piores técnico que pranchetou o Corinthians. Em ambas as passagens poderia ter rebaixado o time. Em 1997 foi demitido a tempo para o trabalho de Candinho. E em 2000 o confuso João Havelange ‘não permitiu’ a queda do Timão.  Vai com gódi!

E aí, discordam ou apoiam? Opinem aí!

Esses dias minha mãe chegou com um calendário com o título da postagem.  Trata-se do”…empenho dos Pintores com a Boca e os Pés. Esta coleçõs mostra uma lição de vida sendo motivo de inspiração para muitas pessoas.” (palavras do site http://www.apbp.com.br/calendario.asp). Alguns pintores tem reconhecimento internacional como Cristóbal Toledo, além de brasileiros como Moacir Ferraz.

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Julho 2014_gr

Novembro 2014_gr

Abril 2014_gr

Agosto 2014_gr

E aí? Qual é o seu problema mesmo?

Dos pragmáticos Quadrinhos Ácidos (www.quadrinhosacidos.com.br)

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A Presidente Dilma Rousseff fechou um acordo, com o Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe, para a construção de um elevador que ligará os dois países. O projeto é bastante ousado e poderá levar até 20 anos para ficar pronto. Mas Dilma garantiu que ficará pronto ainda no seu governo.
O elevador terá capacidade para até 30 pessoas e sua função será transportar as pessoas do Brasil para o Japão – e vice-versa. Durante a viagem, ao passar pelo centro, o elevador irá girar e se inverter, justamente para evitar que as pessoas cheguem ao Japão com a cabeça para baixo.

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Orçado em 600 bilhões de dólares, o governo brasileiro entrará com 300 bi, e o orçamento será retirado do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
Em nota, o governo americano disse que o projeto é inviável e criticou o Brasil dizendo que o país não consegue organizar uma copa do mundo, avalie construir um elevador para ligar dois países, ainda por cima, por baixo da Terra.
O Japão concordou com o projeto, mas o governo fez uma exigência: o Brasil terá que dá o pontapé inicial e construir a passagem do elevador até o centro da terra, ou seja, 50%. Após a conclusão da parte que cabe ao Brasil, os japoneses iniciam a parte deles, continuando a construção do elevador até chegar no Japão.

"Porque a educação é importante para o Japão. Esse país tem muito a ensinar ao povo brasileiro, como o Fast-food e o dumping."

“Porque a educação é importante para o Japão. Esse país tem muito a ensinar ao povo brasileiro, como o Fast-food e o dumping.”

direto do http://www.g17.com.br (e outras sátiras)

A obra do prisma pinkfloydiana tem mensagens que até L. Frank Baum duvida. Mas como seria a capa do álbum de acordo com cada música ali contida? A maioria é óbvia, mas….

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