Arquivo de Novembro, 2013

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Pikachu seria quem? Lady Gaga? Abaixo da imagem o link de onde foi retirado!

Depois da febre Lulu, aí vem o aplicativo Juju, que bombou após o empate para a Ponte Preta.

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Um achado no blog do Juca Kfouri – http://blogdojuca.uol.com.br

Piadas de Salão

Posted: 24/11/2013 by sobziro in Geral, Palavras de quem sabe
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E agora, como ficam Lula e seu partido? O processo do mensalão chegou ao final, com a condenação dos responsáveis pela falcatrua levada a cabo por destacados membros do governo Lula e do PT: José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil da Presidência; José Genoino, então presidente do Partido dos Trabalhadores; Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, e João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados.

Isso sem falar em Marcos Valério, operador do sistema, e um alto funcionário do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que entregou R$ 73 milhões ao PT para a compra de
deputados. A pergunta é como ficam Lula, seu partido e o governo petista agora, diante da nação.

Vou referir-me aqui a determinados fatos, de que o leitor talvez não se lembre, mas o ajudarão a entender como nasceu o mensalão. Os fatos são estes: quando Lula foi eleito presidente da República, José Dirceu disse-lhe que o PMDB estava disposto a apoiar seu governo, mas Lula não quis.

Sabem por quê? Porque o PMDB, com o peso que tinha no Congresso, iria exigir dele ministérios e a direção de empresas estatais. Preferia aliar-se a partidos pequenos que, em lugar de altos cargos, se contentariam como muito menos. E assim foi: em vez de ministérios ou empresas estatais, deu-lhes dinheiro. Falando claro, comprou-os com dinheiro público.

Não tenho dúvidas de que Lula não sujou suas mãos nessa tarefa. Encarregou disso, conforme ficou evidente na apuração processual, seu ministro José Dirceu, que, como disse o procurador-geral da República na época, era o chefe da quadrilha. E dela faziam parte, entre outros, além de Marcos Valério e do presidente do PT na época, José Genoino, o diretor da marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, companheiro de partido.

A compra de deputados veio a público porque o então presidente do PTB, Roberto Jefferson, negou-se a aceitar dinheiro em troca do apoio ao governo: queria a direção de Furnas, mas José Dirceu disse não. Esse conflito entre os dois chegou a tal ponto que ele foi à imprensa e denunciou o que o governo fazia para ter apoio dos partidos de sua base parlamentar: comprava-os. Era o mensalão que vinha à tona.

Lula, pego de surpresa, declarou: “Fui traído”. Ou seja, admitiu que a denúncia era verdadeira, mas ele ignorava a falcatrua. Isso ele disse naquela hora, para se safar, porque, pouco depois, refeito do susto, passou a afirmar que era tudo mentira, nunca houve mensalão nenhum. Sucede que, durante sete anos, a Justiça, por meio do exame de documentos, interrogatório e testemunhos, apurou o que realmente aconteceu e definiu o papel de cada um nesse grave crime.

O escândalo, ao eclodir, quase acaba com o PT e o governo Lula. Os membros efetivamente comprometidos com a ética deixaram o partido, e Lula, ao que tudo indica, chamou os executores do mensalão e os fez se deixarem acusar sem contar a verdade. Delúbio assumiu sozinho a culpa por tudo, disse que Lula não sabia de nada. Isso, mesmo estando todos os domingos com ele, na Granja do Torto, fazendo churrasco.

A verdade é que, embora eles pensassem que tudo ia acabar como piada de salão, não foi isso que aconteceu. Rompendo com a tradição de impunidade, que sempre favoreceu aos poderosos, o Supremo Tribunal Federal, num julgamento que foi realizado à vista da nação inteira, decidiu pela condenação e prisão de todos os que comprovadamente participaram da operação criminosa, cujo objetivo era dar apoio político ao presidente Lula.

Em consequência dessa decisão, José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, entre outros, irão pagar na cadeia pelo crime que cometeram.

Condenados pela Suprema Corte da Justiça, num julgamento em que todos os ministros manifestaram suas opiniões e votaram conforme sua consciência, não tem cabimento dizer que se trata de um julgamento político. Não obstante, Dirceu e Genoino se fazem de vítima e se dizem “presos políticos”. Para isso, seria preciso que o atual governo fosse uma ditadura e que

Dilma é que tivesse mandado prendê-los. Isso, sim, é piada de salão. Soube que, ao sair a ordem de prisão, Lula telefonou para Dirceu e Genoino e lhes disse: “Estamos juntos!”. Só que os dois estão em cana e ele, solto. Outra piada.

(Ferreira Gullar)

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Freddie Mercury tinha uma voz inigualável e inconfundível e isso todo roqueiro nato sabe. O mesmo pode-se dizer dos lampejos de David Bowie. O camaleão inglês e a banda Queen gravaram Under Pressure, aquela batidinha inicial no baixo que até Vanilla Ice descaradamente imitou.

Saiu na net uma versão capela do hit, em que os dois vocalistas cantam sem o som dos instrumentos e efeitos. Pra quem se curva aos efeitos de estúdio aos artistas teen de hoje, nem ouçam a potência e o timbre da dupla inglesa.

Para entender melhor o feriado do Consciência Negra, data da morte do escravo Zumbi dos Palmares (ironicamente senhor de escravos em seu Quilombo), segue alguns textos reflexivos sobre a questão étnica no mundo. O primeiro é um relato histórico muito bem enfeitado nas palavras do uruguaio Eduardo Galeano. Depois um poema do senegalês Léopold Senghor. Por fim, um entrevista-depoimento do consagrado Morgan Freeman, ator negro que encabeçou alguns filmes que abordam a questão do preconceito, como Conduzindo Miss Daisy, Amistad e Invictus.

ÁFRICA MINHA 

No final do século XIX, as potências coloniais européias se reuniram, em Berlim, para repartir a África. Foi longa e dura a luta pelo botim colonial, as selvas, os rios, as montanhas, os solos, os subsolos, até que as novas fronteiras fossem desenhadas e no dia de hoje de 1885 foi assinada, “em nome de Deus Todo-Poderoso”, a Ata Geral.    

    Os amos europeus tiveram o bom gosto de não mencionar o ouro, os diamantes, o marfim, o petróleo, a borracha, o estanho, o cacau, o café, e óleo de palmeira, proibiram que a escravidão fosse chamada pelo seu nome, chamara de “sociedades filantrópicas” as empresas que proporcionavam carne humana ao mercado mundial. Avisaram que atuavam movidos pelo desejo de “favorecer o desenvolvimento do comércio e da Civilização”, e, caso houvesse alguma dúvida, explicava, que atuavam preocupados “em aumentar o bem-estar moral e material das populações indígenas”. 

     Assim a Europa inventou o novo mapa da África. Nenhum africano compareceu, nem como enfeite, a essa reunião de cúpula.

(GALEANO, Eduardo.  Os filhos dos Dias. L&PM, 2012, p.74.)

HOMEM DE COR

Querido irmão branco:

Quando nasci, era negro

Quando cresci, era negro

Quando o sol bate, sou negro

Quando estou doente, sou negro.

Quando morrer, serei negro.

E enquanto isso, você:
Quando nasceu, era rosado.
Quando cresceu, foi branco.
Quando o sol bate, você é vermelho.
Quando sente frio, é azul.
Quando sente medo, é verde.
Quando está doente, é amarelo.
Quando morrer você será cinzento.
Então, qual de nós dois é um homem de cor?

(De Léopold Senghor, poeta do Senegal)

 

Numa das cenas mais lmebradas do filme De Volta Para o Futuro, Marty McFly toca Johnny B Goode, clássico de Chuck Berry, no baile de formatura de seus futuros pais. Eis a cena pra quem não se lembra, ou faz questão de rever:

Em um show beneficente, Michael J. Fox fez uma apresentação do hit ao lado de Chris Martin (Coldplay). O ator mandou bem na apresentação e merece aplausos, ja que há tempos luta contra o Mal de Parkinson. Não se trata de divulgar sobre o ‘coitadismo’, mas sim aplaudir aqueles que fazem o impossível para superar suas limitações. Uma pena o som ter saído tão baixo:

Direto do http://blog.bytequeeugosto.com.br

 

COMPARAÇÕES TITE MANO MENEZES
Esquema Tático Montou uma equipe defensiva, que sufoca o adversário no campo de defesa Só teve que encaixar Ronaldo, Roberto Carlos, Elias e William (seu queridinho nos tempos de Grêmio)
Brasileirão Ganhou a Série A, segurando a bronca de um time com sinais de crise Ganhou a Série B, mais do que uma obrigação
Libertadores Ganhou superando o Vasco de Juninho Pernambucano, o Santos de Neymar e o Boca Jr de Riquelme Perdeu para o Flamengo de Adriano, Vágner Love, Ronaldo Angelim e Kléberson
Relação com Jogadores Meritocracia: barrou Chicão, detonou Sheik em público e colocou Pato na reserva Nebulosa: brigou com Edu Gaspar, na época jogador e hoje gerente de futebol
Caráter Disse que se negaria a treinar um rival do Corinthians, apesar de passagem pelo Palmeiras Saiu do Flamengo dizendo que não entendeu a filosofia dos jogadores. Dá a entender que conversou com Mário Gobbi
Mundial Ganhou do Chelsea Não chegou lá
Copa do Brasil Perdeu por conta da retranca e da irresponsabilidade de Pato Ganhou do Internacional
Ascensão Veio para o Corinthians deixando a vida confortável nos Emirados Árabes Saiu do Corinthians como TERCEIRA opção para a seleção brasileira
Polêmicas Sempre se posicionou e assumiu os erros Foi omisso no caso da boate em Prudente

Entenderam ou precisa desenhar?

Retranqueiro sou eu...e ainda levei 4 gols de um guri mais retranqueiro ainda!

…e ainda levei 4 gols de um guri mais retranqueiro ainda!

Incêndio no Prédio

Posted: 14/11/2013 by sobziro in Ctrl C/Ctrl V, Geral, Humor
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Um prédio de 4 andares foi totalmente destruído pelo fogo; um incêndio terrível. Todas as pessoas das 10 famílias de Sem-teto, que haviam invadido o 1º andar, faleceram no incêndio.

No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam dos proventos da “Bolsa Família”, também não escaparam.

O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um ParTido politico influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais, que também faleceram.

No 4º andar viviam engenheiros, médicos, dentistas, advogados, professores, empresários, bancários, vendedores, comerciantes e trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam.

Imediatamente a “Presidente da Nação” e toda a sua assessoria mandou instalar um inquérito para que o “Chefe do Corpo de Bombeiros” explicasse a morte dos “cumpanheiros” e por que somente os moradores, do 4º andar haviam escapado.

O Chefe dos Bombeiros respondeu:
– Eles não estavam em casa. Estavam trabalhando

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O site Um Sábado Qualquer (http://www.umsabadoqualquer.com) aborda a religião católica de forma sadia e sem ofensas, e conta com participações de outros deuses, como Zeus (Grécia), Odin (Nórdicos) e Rá (Egito). Em publicações recentes, debochou-se do fato de Ganesh, deus hindu, venerar as vacas:

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A resposta do deus-elefante, conhecido como representante da sabedoria na Índia, não poderia ser mais bem sacada ou sarcástica:

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Isso tudo serve para refletirmos sobre as religiões, que deveriam atuar como precursoras da fé e da tolerância, mas que infelizmente serve aos desejos da arrogância e do capital. Pastor Waldomiro que o diga.

‘Um senhor inglês de Manchester, chamado Steven, 54 anos, topete insistente sobre cabelos cada vez mais escassos, camisas justas comprimindo a barriga, é autor da maior prova de que as biografias não autorizadas deveriam não só ser permitidas, mas obrigatórias.

Steven, claro, é Steven Patrick Morrissey, vocalista e compositor da banda fundamental dos anos 80, os Smiths, dono também de uma carreira solo tumultuada, mas de enorme sucesso.

Cantou e compôs, como ninguém, as dores dos solitários, dos que sofrem de inaptidão para a vida.

Morrissey, esse seu nome artístico, também é conhecido pelas atitudes duras e por um temperamento impossível.

Mas não é bem esse o Morrissey que emerge de um livro recém-lançado nos países de língua inglesa, cujo nome já diz tudo: “Autobiography”.

Em uma sequência nem sempre conexa de eventos, “Autobiography” apresenta Morrissey como eterna vítima de desprezo e de complôs –dos colegas de banda, da Justiça, da imprensa, das gravadoras, de empresários incompetentes. Cada um desses, o autor pulveriza com brutal causticidade.

Sim, ele resolveu contar sua história. E, em nenhuma biografia recente, o pronome possessivo “sua” teve tanta força.

Não há divisão em capítulos, nem índice onomástico, nem preocupações cronológicas. Fica a impressão de que Morrissey sentou-se por alguns dias e escreveu a esmo sobre sua vida, conforme ia se lembrando.

Sabe-se lá com quais estratagemas, Morrissey conseguiu que o livro saísse pela coleção “Penguin Classics”, que, como o nome indica, dedica-se a grandes obras da filosofia e da literatura, de Aristóteles a Hannah Arendt, passando por Charles Dickens, Edgar Allan Poe e Primo Levi. Deve ser o único autor vivo da série.

Fruto de caprichos, instrumento para pequenas e grandes vendetas, “Autobiography” seria, então, uma obra desprezível? Longe disso.

Morrissey escreve tão bem, tem um domínio tão completo do ritmo da língua, do “turn of phrase”, como se diz em inglês, que “Autobiography” é uma leitura, na maior parte, agradável e iluminadora.

O maior obstáculo são as primeiras páginas, de lembranças da infância, com minúcias de dezenas de séries de TV por que ele era obcecado.

O livro melhora muito quando começa a falar de música. Ao abordar sua banda preferida, os punks “avant la lettre” New York Dolls, Morrissey produz análises ricas. “As canções dos Dolls tratam da vida acontecendo contra nós –nunca com ou para nós.” “Os Dolls eram o cortiço de todos os fracassos, não tinham nada a perder e mal conseguiam diferenciar entre noite e dia.”

David Bowie, outra de suas paixões, aparece muito. Desde quando Morrissey, aos 13 ou 14 anos, matava aula para acompanhar as passagens de som do ídolo, até o Morrissey já consagrado, que percebe a estratégia de Bowie de se aproximar de quem quer que esteja na moda e descreve o músico mais velho como alguém “que se alimenta do sangue de mamíferos vivos”.

Os Smiths são o foco da parte mais tediosa –ou mais reveladora, depende do referencial. É quando Morrissey remói o julgamento que o opôs a Mike Joyce, o baterista da banda. Nove anos depois da separação, Joyce decidiu reivindicar 25% dos direitos autorais, em vez dos 10% que ganhava.

Joyce venceu. A sentença do juiz John Weeks foi especialmente dura com Morrissey, chamado de “desonesto, truculento e indigno de confiança”.

Aconteceu em 1996, mas o autobiógrafo não engoliu até hoje. E gasta cerca de 15% de “Autobiography” em diatribes contra os outros ex-Smiths e o sistema judicial. Maldades literárias de alta qualidade, mas um teste da paciência para o leitor.

Já perto do fim, mais um impiedoso ritual de vingança. A vítima agora é Julie Burchill, romancista, jornalista, ex-crítica de música, conhecida pelo raciocínio rápido e pela acidez. Morrissey encontra seu igual. E pratica uma evisceração da oponente.

Julie, que está fazendo uma entrevista com o cantor, é chamada de “cabra velha”, e acusada de se vestir “como uma conselheira espiritual”.

E mais: “Deus interrompeu a formação correta de seu corpo”; “tem as pernas lamentáveis do fim da meia-idade”; “seu corpo nu provavelmente é capaz de matar plânctons marinhos no mar do Norte”.

Como se vê, Morrissey usou “Autobriography” para acertar contas com o mundo e seus tantos inimigos. Fez isso sem amarras, aparentemente sem um editor, com estilo, à sua maneira. “Auto”, sem dúvida. Mas biografia?’

(Álvaro Pereira Júnior)

Morrissey Autobiography