Padilha à Cubana

Posted: 10/09/2013 by sobziro in Eu acho que..., Momento Rage!
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Nunca antes da história desse país importar seres humanos causou tanta revolta. A abertura feita pelo ministro Alexandre Padilha, talvez buscando moral em uma eventual disputa pelo governo paulista em 2014, estourou o pavio de todos que queriam opinar sobre a polêmica. Lógico que a questão dos Médicos Cubanos vai muito além do parecer de situação ou oposição. Difícil saber quem está certo nessa queda de braços, mas é fácil ver quem está errado: O governo em seu descaso com a saúde brasileira.

O programa Mais Médicos foi um esforço – ou uma farsa – de tentar amenizar o rombo de profissionais médicos nas áreas distantes e ignoradas. À baixa procura se dá o argumento de formandos que aspiram trabalhar em clínicas sem convênio ou hospitais modelos Albert Einstein e Sírio Libanês. No entanto, o número de ‘regalistas’ é desprezível se comparar aos éticos, que enfrentam de tudo (mesmo!) para atender quem não têm condições sequer de ir aos postinhos públicos.

O governo não divulga, ou melhor não investe, no aparato essencial à essa classe trabalhista: remédios, materiais descartáveis, instrumentos de centros cirúrgicos…isso adicionado às baixas remunerações considerando os anos de preparo e dedicação na residência. Os esquerdistas dizem que a vinda de médicos abalará a chamada burguesia, aquela mesmo que paga convênios caros e freqüenta festas da revista Contigo. Será no mínimo interessante adequar conhecimento científico cubano, que já foi um dos mais avançados do mundo, à nova realidade e novo idioma.

Um Revalida cairia muito bem nesses compadres de jaleco. Os principais males, disponíveis no órgão OMS, variam, não somente conforme o tratamento desenvolvido, mas também a geografia e a sociologia de cada país. Não se deve tratar a dengue brasileira como uma cólera cubana.

Exportar médicos é medida antiga na ilha, e o programa vem ganhando incentivo e adeptos pelas condições enfrentadas internamente: Salários de R$100 sob uma jornada semanal de mais de 50 horas, em um país que sofreu embargo de quase tudo na área de tecnologia (só eram abastecidos pelos bélicos soviéticos). Visto por essa ótica é fácil perceber porque preferem atuar em qualquer país que não seja a terra natal. Se tem como piorar a situação, por aqui terão que repassar 90% do salário ao governo cubano.

Nesse aspecto as relações internacionais deram um tiro no pé, já que é impossível tratar acordos desse porte mantendo a imparcialidade: a ditadura castrista ainda perdura a plenos pulmões, representada pelo ‘moderado’ Raul como marionete do irmão Fidel. Os prestadores de serviço chegam às cegas e às amarras para o Brasil. Nada de direitos trabalhistas, participações em congresso ou envolvimento político. Ou isso ou volta para Havana e arredores.

O Ministro Padilha usa a armadura das estatísticas e o escudo da utopia medicinal cubana em seus discursos, mas sempre deixa de lado (seria de propósito?) a espada da eficiência e o machado da ética. Fosse o investimento na raiz do problema, com certeza não precisaria de tal socorro estrangeiro. Aloizio Mercadante que não copie essa tática e traga professores chineses e russos para melhorar o rendimento brasileiro no Ideb.

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