Arquivo de Maio, 2013

 

 

 

Douglas_Adams_by_ZakThePelican

 

 

Qual o sentido da vida do universo e tudo mais? O que pensaria uma baleia ao se materializar a varios kilometros de altura junto com um vaso de petunias? Quais são as piores poesias do mundo? O que acontece ao jantar no restaurante no fim do universo? Qual a mensagem de Deus para o universo? Para que serve uma toalha?

Arthur Dent e seu amigo Ford Prefect nos levam e uma aventura pelo universo se metendo em altas confusões (falei igual o locutor da sessão da tarde hein?), e assim respondem essas e outras questões em uma trilogia de 5 livros:

  • O guia do mochileiro das galaxias
  • O restaurante no fim do universo 
  • A vida, o universo e tudo mais
  • Até mais e obrigado pelos peixes
  • Praticamente inofensiva

Na verdade esse que vos fala leu apenas 4 dos 5 livros e tem na cabeça que é uma trilogia de 4 livros. Ao pegar pela primeira vez O guia do mochileiro na mão e começar a ler foi algo estranho, com um humor sem noção e britanico, logo nas primeiras paginas até a destruição da Terra voce percebe que toda aquela situação foi proposta para gerar uma piada e isso para mim é GENIAL!

Mais para frente (e nos outros livros) voce encontra alguns textos parecidos com contos, como o da Baleia e o Vaso de petunias, que parecem meio jogados e sem sentido no meio do contexto da historia mas que mais para frente voce encontra um sentido para aquilo estar ali principalmente quando não para no primeiro livro.

Segue abaixo o conto da baleia e o vaso se petunias, todos os livros podem ser comprados em qualquer site de livrarias virtuais e a coleção custa em media 30 reais (sim, 30 dilmas por 5 livros sensacionais!)

 

Também não se falou mais no fato de que, contra todas as probabilidades, uma cachalote havia de repente se materializado muitos quilômetros acima da superfície de um planeta estranho.
E como não é este o ambiente natural das baleias em geral, a pobre e inocente criatura teve pouco tempo para se dar conta de sua identidade “enquanto” cachalote, pois logo em seguida teve de se dar conta de sua identidade “enquanto” cachalote morto.
Segue-se um registro completo de toda a vida mental dessa criatura, do momento em que ela passou a existir até o momento em que ela deixou de existir.
– Ah…! o que está acontecendo?, pensou o cachalote.
– Ah, desculpe, mas quem sou eu?
-Ei!
– Por que estou aqui? Qual minha razão de ser?

– O que significa perguntar quem sou eu?

Calma, calma, vamos ver…ah! Que sensação interessante, o que é? É como… bocejar, uma cócega na minha.. minha…bem, é melhor começar a dar nome as coisa para eu poder fazer algum progresso nisto que, para fins daquilo que vou chamar de discussão, vou chamar de mundo. Então vamos dizer que esta seja a minha barriga

Bom. Ah, está ficando muito forte. E que barulhão é esse  passando por aquilo que resolvi chamar de minha cabeça? Talvez um bom nome seja… vento! Será mesmo um bom nome? Que seja… talvez eu ache um nome melhor depois, quando eu descobrir para que ele serve. Deve ser uma coisa muito importante, porque tem muito disso no mundo. Epa! Que diabo é isso? É… vamos chamar essa coisa de rabo. Isso, rabo. Epa, eu posso mexê-lo bastante! Oba! Oba! Que barato! Não parece servir para muita coisa, mas um dia eu descubro pra que ele serve. Bem, será que eu já tenho uma visão coerente das coisas?

Não.

Não faz mal. Isso é tão interessante, tanta coisa pra descobrir, tanta coisa boa por vir, estou tonto de expectativa…

Ou será o vento?

Puxa, realmente tem vento demais aqui, não é?

E puxa! Que é essa coisa se aproximando de mim tão depressa? Tão depressa. Tão grande e chata e redonda, tão… tão.. Merece um nome bem forte, um nome tão… tão… chão! É isso! Eis um bom nome: chão!

Será que eu vou fazer amizade com ele?

E o resto – após um baque súbito e úmido – é silêncio.

Curiosamente, a única que passou pela mente do vaso de petúnias ao cair foi: Ah, não, outra vez!  Muitas pessoas meditaram sobre esse fato e concluíram que, se soubéssemos exatamente por que o vaso de petúnias pensou isso, saberíamos muito mais a respeito da natureza do Universo que sabemos atualmente.

DON’T PANIC! 

“Estamos em ano de eleição e, portanto, é hora de prestarmos atenção aos possíveis candidatos para que o nosso voto não seja motivo de mais mazelas sociais causadas por más administrações. Sabemos, no entanto, que manter-nos informados quanto ao que realmente acontece em nossa sociedade não é tarefa fácil, uma vez que boa parte da grande mídia está a serviço do capital e de partidos políticos – geralmente conservadores.
É por essa razão que, por meio desse e-mail, queremos informar a todos o que realmente acontece na educação paulista, uma vez que possivelmente o Sr. José Serra se candidatará ao cargo de presidente da República neste ano.
Acreditamos na Internet como um meio eficiente de fazer ouvir a nossa voz, quando o governo e a mídia, por conta dos seus interesses eleitoreiros, querem nos calar e difamar a todo custo.
Um exemplo dessa atitude criminosa da mídia golpista é a mateéria que, recentemente, foi publicada no Estadão. Dentre outras insinuações, o jornal acusava os professores da rede estadual de entrar em greve como um pretexto para ficarem de “braços cruzados”, um jeito “sutil” de classificar a categoria como preguiçosa.
O jornal “esqueceu-se”, no entanto, de contar aos leitores os reais motivos da paralisação dos professores. Este e-mail, portanto, pretende impedir a manipulação asquerosa promovida por esse e por outros jornais de grande circulação, contando o que de fato acontece nos estabelecimentos de ensino do estado de São Paulo e que motivou a greve.

SEGREGAÇÃO DA CATEGORIA

O governo Serra dividiu os professores em categorias com letras sugestivas como O de otário, L de lixo, F de f*****, etc, como se fôssemos gado marcado a ferro quente nas costas com as iniciais do dono.
O intuito disso é muito simples: segregar a categoria, jogando professores uns contra os outros, numa clara tentativa de enfraquecer a categoria, facilitando a aplicabilidade dos desmandos do governo tucano.

A verdade, no entanto, é uma só. Somos todos professores, e temos – ou deveríamos ter pela lógica mais pueril – os mesmos direitos. Na prática, porém, não é o que acontece depois da invenção das malfadadas “letrinhas”. Cada categoria de professores é totalmente diferente da outra.

A DUZENTENA

Os professores da categoria O, por alguma razão ilógica que ainda estamos tentando compreender, após término de contrato terão que ficar 200 dias afastados das salas de aula. Isto significa que, se um professor está cobrindo uma licença de três meses, após esse período cessa o contrato e ele precisa ficar 200 dias em casa.
As perguntas óbvias que surgem imediatamente são: Acaso deixaremos de precisar trabalhar durante 200 dias? Nossos filhos deixarão de comer durante 200 dias? Sob quais argumentos o governo aprovou uma lei tão absurda e sem sentido?
O que parece é que a lei é um desestímulo a que os professores participem das atribuições de aula, e cubram licenças como professores eventuais, o que acontece muito.
Isso porque um professor contratado exige que se recolha INSS, que se pague horas de HTPC, dentre outros benefícios que o eventual não tem. 

MATERIAIS DE PÉSSIMA QUALIDADE

Há alguns anos o governo tucano de São Paulo vem enviando às escolas revistas com aulas já prontas – tirando toda a autonomia e liberdade do professor. Tais revistas são de péssima qualidade, apresentando erros grotescos, propondo exercícios patéticos que pouco ou nada contribuem para o avanço dos alunos.

SARESP NÃO MOSTRA A REALIDADE DOS ALUNOS PAULISTAS

Os índices do IDESP – que somam índice de aprovação de alunos e desempenho na prova do SARESP – estão longe de revelar a realidade das salas de aula no estado de São Paulo. A verdade é que, com a progressão continuada, isto é, a obrigatoriedade de aprovar um aluno de um ano a outro, a menos que este exceda o número de faltas permitidas, é muito fácil manter um índice alto de aprovação de alunos, sem que isso signifique necessariamente que eles possuem as competências e habilidades que deveriam possuir.
Ademais nos resultados do SARESP o que vemos são textos asquerosos que tentam intensificar avanços pequenos, e minimizar atrasos significativos. Ademais o governo tem o mau hábito de atribuir a suas políticas educacionais os méritos dos avanços dos alunos, e lançar apenas ao professor a responsabilidade pelos regressos.

SALAS LOTADAS

Há um grande número de alunos por sala de aula, o que dificulta o trabalho dos professores, fazendo com que o ensino não tenha a mesma qualidade que poderia ter caso o número de alunos fosse reduzido.
Além disso o governo prometeu que colocaria dois professores por sala na primeira série do Ensino Fundamental I, e isso não é o que temos visto. Ao contrário, o que vemos são PEBs I com 40 crianças de cinco e seis anos sem que haja o prometido professor auxiliar.

PROVÃO DOS ACTs

Está claro que o governo pretende com o provão dos ACTs passar a idéia ilusória de que os supostos “professores incompetentes” serão afastados das salas de aula, o que seria um avanço na educação, uma inovação desse governo. Isto porém não passa de mais uma medida para fazer com que o povo acredite que a educação está melhorando graças ao governo Serra. Também é um meio de jogar a responsabilidade pela falência da educação sobre as costas dos professores, classificando-os como incompetentes, para não assumir a parcela farta de culpa do governo tucano que sucateou o ensino.


AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO E VALE-TRANSPORTE

Quanto a essa parte não é preciso dizer muita coisa. Não é à toa que os colegas apelidaram o vale-refeição de “vale-coxinha”. Quem consegue receber o “benefício” sabe que ele é tão vergonhoso quanto o nosso salário. 

PROPAGANDA ENGANOSA

O governador José Serra, com claros interesses eleitoreiros, tem veiculado propagandas na mídia que mostram uma realidade falseada da educação paulista. Nessas propagandas o salário dos professores é ótimo, a educação avança vertiginosamente, dois professores por sala, etc.
Na prática qualquer professor sabe que isso não é verdade.


SALÁRIOS MISERÁVEIS

Freqüentemente somos acusados pela mídia golpista a serviço do PSDB de mercenários, simplesmente porque lutamos pór salários dignos. Parece que a imagem que se tem do professor é a mesma do “voluntariado”.
Nós professores temos famílias para sustentar, temos contas a pagar, dedicamo-nos não somente dentro da escola, mas também em nossas casas, já que é no lar que nos atualizamos, corrigimos trabalhos, planejamos aulas.
O salário base de um professor hoje não chega a R$ 950,00, o que é muito pouco para um trabalho que exige de nós muito tempo.


FALTA DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA EFETIVAÇÃO

Vem do período da ditadura militar essa insistência em manter professores temporários na rede. Hoje esses professores são parte significativa de todo o efetivo da categoria. O número de temporários ultrapassa os 80.000 professores.
Isso gera algumas dificuldades na hora de aposentar-se, e não dá acesso a alguns benefícios que o efetivo tem.
É verdade que agora – em ano de eleição – o governo realizará um concurso público para efetivação de professores. No entanto o número de vagas é ridículo, pouco mais de 10.000. Precisamos de muito mais vagas para substituir todos os temporários da rede.


PROFESSORES NÃO FORMADOS ATUAM NA REDE

O governo, que vez ou outra coloca professores de “reforço”, como está acontecendo com os educadores da disciplina de matemática, e que quer demonstrar tanto rigor na contratação de professores com provas eliminatórias, na verdade permite que alunos de faculdade – ainda não formados – bacharéis e tecnólogos – que não passaram em sua graduação por disciplinas relacionadas à prática pedagógica, lecionem tranqüilamente na rede pública.

Preste muita atenção em quem você vai votar.
A mídia e o governo estão tentando jogar a sociedade contra os professores, ao mesmo tempo que tentam abafar as reais dimensões da greve para que a imagem do “candidato das elites” não saia arranhada e atrapalhe suas pretensões políticas”

Impressionados? Tiveram tempo para ler tudo? Pois saibam que essa notícia é de 2010, ano de eleição do Ilmo. Geraldo Alckmin, o Chuchu. Não mudou muita coisa de lá para cá né?
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Os Anos 90 Em Vídeo

Posted: 06/05/2013 by sobziro in Ócio Criativo, Ctrl C/Ctrl V, Geral, Humor
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Brinquedos, filmes, comidas, videogames…faltaram alguns elementos, mas tá valendo pela nostalgia. O título do vídeo dá a ideia das rodinhas de conversa dos adultos de hoje (se lembra quando…). Obrigado ao canal Animation Domination High Def.

Para mais vídeos saudosistas, acessem o canal: http://www.youtube.com/user/FOXADHD?feature=watch

(re)conhecem todos? Parabéns marmanjo!

(re)conhecem todos? Parabéns marmanjo!

250 filmes…

Posted: 03/05/2013 by sobziro in Ócio Criativo, Eu acho que..., Geral, Uncategorized

…em uma linha do tempo (parecendo estações de metrô). Ou então editados em 2:30min, ao som dos melhores sons do rock. Boa sorte aos cinéfilos no quebra-cabeças e nas traduções.

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crédito do mapa: http://www.miramax.com/subscript/250-best-movies-of-all-time-map

 

Saudades (e Obrigado) Ayrton!

Posted: 01/05/2013 by sobziro in Eu acho que..., Geral
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Além do dia da Labuta, o 1º de Maio é lembrado no Brasil pela partida do último atleta brasileiro com caráter: Ayrton Senna. Ele foi o cara porque:
– Ganhou uma corrida usando somente a segunda marcha, com a memorável imagem em que ele mal conseguia erguer o trofeu
– Nunca se sujeitou às ‘regras-carteis’ da F1 (regras para beneficiar uns, acordos para fazer a alegria de outros)
– Teve personalidade para bater de frente com o mala Alan Prost, diferente de outros brasileiros aí que se curvam às ordens de rádio do pit-stop
– Respondeu às provocações do falastrão Nelson Piquet, que insinuou em rede aberta sua orientação sexual
– Foi tricampeão mundial se valendo de seus méritos e reconhecendo quando o adversários iam melhor, em épocas que pilotos e motores eram extremamente equilibrados (Mansel, Rossberg, Berger…)

– Idolatrado por Juan Manuel Fangio, uma lenda da F1; Ou seja, um argentino fã de brasileiro!
– Deixou um legado filantrópico com o instituto que leva o seu nome, e sua irmã Viviane ainda tenta sair de sua sombra (sem o lendário capacete amarelo em mãos)
– Motivava reuniões de família aos domingos para ver as corridas, a macarronada da vovó corria solta, e até se esquecia do Galvão Bueno narrando
– Era corinthiano declarado

É, ele nunca se arrependeu das escolhas (talvez a Xuxa...ops!)

É, ele nunca se arrependeu das escolhas (talvez a Xuxa…ops!)