Arquivo de Janeiro, 2013

Os números de vítimas fatais ainda não foram fechados. Investigações, documentos e fotos apontam para os culpados, que se defendem como pode. As famílias velam seus entes que se foram, ou (pior) esperam angustiados notícias nas portas dos hospitais. Tudo isso passaria de modo básico e normatizado aos telespectadores, estes prontamente vociferando mensagens moralistas nas redes sociais, no entanto a mídia, televisão e internet principalmente, aprontaram das suas.

Logo nas primeiras horas após o ocorrido, a emissora mais conhecida (todos sabem qual) já enfiava microfones goela abaixo dos entrevistados, muitos ainda não sabiam se filhos, irmãos e amigos estavam no caminhão-baú rumo ao ginásio da cidade. Mas o que importa é divulgar a tristeza, o choro, a dor…Que o inferno seja dos outros né Sartre?!

Os cartunistas também fizeram sua parte, prestando suas devidas homenagens, rabiscando seus lutos e indignações perante o fato, quando não a trupe do politicamente incorreto, vide humor negro, aproveita para trazer seu ponto de vista e ser criticados senão processados.

Não se esperava desse último grupo é a atuação de pessoas conagradas, como Caruso, que além do mau-gosto em seu desenho ainda aponta, erroneamente, o alvo-culpa para a presidente Dilma, em uma posição de impotência e ironia enquanto a boate, retratado como uma jaula, queima com pessoas dentro.

Para piorar a onda do mau-grotesco, um chargista do Zero Hora, chamado Marco Aurélio, em pleno Rio Grande do Sul, fez o abominável: satirizou a entrada dos estudantes mortos no céu como se fosse convocação de Universidade. Será que no momento ne finalizar as edições os chefões não lêem o que está para ser publicado, ou concordam com o ponto de vista ‘humorístico’ de seus contratados? Ou preferem usar a frase cravada há mais de 7 anos para desculpas tangenciais por aqui: “Eu não sabia de nada!”

Se o dever e objetivo da imprensa era transformar a tragédia em um espetáculo de informação e denúncia, parece que aconteceu o vice-versa. E tolos mesmos somos nós, que compramos e assistimos a tudo sem perceber ou até conivente. A exemplo de alguns palhaços que aparecem atrás das câmeras durante a chamadas tanto no Ginásio Esportivo de Santa Maria quanto no hospital em Porto Alegre.

Na sequência, uma charge que critica a atuação da imprensa, o desenho de Caruso e o mau-gosto de Marco Aurélio.

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Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/blog-ultrapop/charges-e-dor-185659804.html

Sogra em Jerusalém

Posted: 28/01/2013 by sobziro in Ócio Criativo, Ctrl C/Ctrl V, Geral, Humor
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O marido ganhou, num sorteio, 3 passagens para Jerusalém.

Chegou em casa, contou pra esposa, mandou ela arrumar as malas e foi ligando para chamar também a mãe dele, quando começou uma grande discussão com a esposa, que queria levar era a mãe dela.

Para dar final na briga, ele concordou em levar a mãe dela (sua sogra).

Chegando em Jerusalém, estavam visitando os locais por onde Cristo passou, quando de repente a sogra, emocionada, passa mal.
Conseguiram levar  a velha pro hospital, mas ela acabou morrendo.

Conversando com o pessoal do hospital, para ver o que ia fazer, o marido perguntou quanto custava o enterro já mesmo em Jerusalém.

Disseram que, na moeda brasileira, sairia uns R$ 1.000,00.

Perguntou também quanto ficaria para mandar o corpo para o Brasil.

Responderam que, com o transporte e tudo, ficaria por uns R$ 40.000,00.

O marido, então, escolheu mandar o corpo para o Brasil. O pessoal do hospital e sua esposa olharam espantados para ele, sem entender, e perguntaram por que mandar pro Brasil, se seria tão mais caro?

O marido respondeu: – Vocês já tiveram um caso de ressurreição aqui… Prefiro não arriscar!…

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Se é verdadeiro ou fake (o título), o importante é que alguém inteligente deu uma opinião criativa e digna do reality show que todos veneram.

Big Brother Brasil, um programa imbecil

 

“Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

FIM” (Antônio Barreto)

charge bbb

 

Lance Armstrong não poderia escolher melhor programa, para expelir de vez o que todos já desconfiavam, sabiam e só queriam ouvir do próprio meliante. A mãezona Oprah Winfrey veio a calhar para relatar o uso de substâncias proibidas para vencer suas competições (Volta da França e Olimpíada) talvez na tentativa desesperada de causar comoção e angariar milhares de perdões, seja dos (ex)fãs, pessoas vinculadas ao esporte, família, dentre outros.

O ciclista pode até ter amenizado a grande marcha irreparável na carreira esportiva ao bancar o réu confesso, no entanto experts da edição midiática não perderam tempo em recordar que ele negou incansavelmente estar dopado durante as competições, a ponto de perder a paciência e usar a frase corriqueira “Pela última vez…”. Grande parte de seus admiradores vai esquecer a superação da luta contra o câncer, ou senão refletir aquele marketing das pulseiras coloridas e engajadas como oportunistas, o que é muito pior.

Os comitês e organizações já calculam o preço em dinheiro a ser pago por Lance, algo em torno de U$$8 milhões (até o momento), além de ter retirado todos os títulos conquistados no período em que trapaceou. Armstrong só piorou a reputação já devastada e devassada do ciclismo, em razão de quase todos vice-campeões da France Tour terem sido acusados e culpados no anti-doping, a exemplo de Alberto Contador.

Deixando de lado todo o pelotão de fuzilamento, é hora de analisar os outros culpados nesse episódio. Armstrong junto a todos esportistas que foram pegos (Javier Sotomayor, Cesar Cielo e Diego Maradona) são os pregos que se destacaram, mas o que quase ninguém percebe é o círculo em torno do atleta que motiva tal uso.

Formado por empresários, patrocinadores e técnicos, exigem o serviços de especialistas na área da saúde para tornar seu ‘pupilo-produto-fonte-de-renda’, uma máquina de vencer e de retornar dinheiro, nem sempre nessa ordem. Os atletas, já que não têm outra saída para não frustrar suas metas, aceitam os inocentes medicamentos, que ultimamente são citados sob a desculpa de pomadas estéticas.

Vale lembrar que isso não é senso-comum. Há muitos profissionais que realmente se destacam enfrentando todas as dificuldades possíveis, vide Novac Djokovic, tenista sérvio número 1 do mundo, ainda que tenha asma e seja alérgico a glúten.

Que o caso se torne um exemplo às futuras gerações do esporte, em especial no controle honesto da saúde durante seus trabalhos, igualmente para os agentes que os cercam, evitando que temáticas e tramas como do filme ‘Jogos Vorazes’, no qual o que vale são os lucros e a audiência.

Armstrong é culpado e causou prejuízos pelo que fez, mais aos outros do que a si mesmo, mas ele não está sozinho nesse bando.

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Atentem-se para as tabelas comparativas

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“Em 500 anos, não seremos lembrados como a geração do iPad, porque ele será mais parecido com a idade da pedra do que com o que existirá em termos de tecnologia.

Seremos lembrados como a era da vulnerabilidade e do sentimentalismo barato. Somos uma cultura de frouxos viciados em conforto, que se lambem o tempo todo e culpam os outros por tudo.

Proponho a leitura de dois livros que ainda não têm tradução para o português (até onde sei), infelizmente. O primeiro, já antigo, de 2004, do sociólogo inglês Frank Furedi, “Therapy Culture: Cultivating Vulnerability in an Uncertain Age” (cultura da terapia: cultivando a vulnerabilidade numa era incerta), ed. Routledge, London.

O segundo, de 2011, do psiquiatra inglês (já falei dele nesta coluna e vou repetir mil vezes até alguma editora se tocar e publicá-lo no Brasil) Theodore Dalrymple, “Spoilt Rotten: The Toxic Cult of Sentimentality” (podre de mimado: o culto tóxico do sentimentalismo), da Gibson Square, London.

Furedi é um egresso da formação frankfurtiana, portanto, de esquerda, mas com forte influência do trabalho do historiador americano Christopher Lasch, um dos desbravadores da categoria de narcisismo como matriz da alma contemporânea.

Dalrymple, psiquiatra de cadeias e hospitais dos pobres ingleses, que atuou anos na África, identificado com o pensamento conservador anglo-saxão, explode muitas das soluções da psicologia social foucaultiana a partir de sua experiência clínica: as pessoas não são vítimas de sistema nenhum, e o serviço público, quando institucionaliza esta crença idiota no “sistema”, faz das pessoas retardados morais.

Já é hora de ultrapassarmos a barreira da ignorância alimentada pela esquerda brasileira, que gosta de identificar o pensamento conservador anglo-saxão com fascismos racistas, religiosos e sexistas. Pura má-fé deles. Estão morrendo de medo de quem não tem mais medo deles. Risadas?

A marca do pensamento conservador anglo-saxão é seu empirismo cético contrário às especulações que marcam a crítica social francesa e alemã do século 20. Como diz a historiadora conservadora americana Gertrude Himmelfarb, “a realidade não parece encorajar especulações”.

Esquerda e direita podem, sim, dialogar quando não está em questão “propor” mundos ideais, mas sim identificar nossas misérias
contemporâneas.

Mas o que vem a ser a cultura da terapia e seu culto da vulnerabilidade (Furedi)? Trata-se da contaminação da cultura pela ideia de que todos temos problemas e devemos confessá-los publicamente, e, por isso mesmo, somos vítimas eternas.

Ninguém é, de fato, responsável pelos males que faz, mas sim vítima de “problemas psicológicos ou sociais”. Vejamos dois exemplos dados por Furedi em seu livro.

O primeiro se dá no Reino Unido. Empregado negro acusa patrão de racismo. Abre um processo. Apesar de outros empregados afirmarem nunca terem visto atitudes racistas no patrão, ele é condenado sob a alegação de que, se o empregado negro se sentiu constrangido, é o bastante, porque somos racistas inconscientemente, porque o “inconsciente é ideológico”, como numa espécie de doença psicossocial. Hilário, não?

O segundo caso se dá nos EUA. Um bebê é encontrado morto na casa dos pais pela avó materna. A mãe, que estava num bar bebendo com o pai da criança no momento, quando julgada, argumenta que não tinha sido criada pela mãe com o afeto correto, por isso não tinha aprendido a ser mãe. Ridículo?

E o que vem a ser o culto do sentimentalismo barato (Dalrymple)? Entre vários sintomas, um dos mais fortes se sente na educação.

Toda criança é linda, boa e pode amar seus colegas. Hoje em dia, todo mundo tem problema. Um dia, será proibido reprovar um aluno sob pena de que você está sendo insensível para com seus limites psicológicos ou sociais.

Outro sintoma é a obrigação das pessoas mostrarem que “care” (se importam) com alguma coisa. Se você colocar a foto de uma criança africana pobre no “Face”, você come (quase) todo mundo.

Chore por um panda e defenda o aborto de crianças. Você será top na balada.”  (Luiz Felipe Pondé)

Luiz Felipe Pond--

Recentes pesquisas científicas comprovam que Colombo só descobriu a América porque era solteiro.

Se ele fosse casado seria obrigado a ouvir os seguintes comentários e teria desistido:

-E por que é que você tem que ir? Por que não mandam outro?

– Não creio que você conseguirá sobreviver sem mim. Sozinho você é um incapaz.

– Você não conhece nem a minha família e quer ir descobrir outro mundo?

-E só vai homem nessa viagem? Acha que sou idiota?

-E por que eu não posso ir, se você é o chefe?

– Desgraçado, não sabe mais o que inventar pra sair de casa?

– Se cruzar esta porta, eu vou embora para a casa da minha mãe!

-Quem é Pinta? E quem é essa tal de Nina? E essa Maria filha da p., que ainda se diz Santa?

– Tinha tudo planejado, né?

– Já me disseram que você vai mesmo é se encontrar com umas índias! Pensa que me engana?

– A rainha Isabel vai vender suas jóias para você viajar? Acha que sou idiota ou o quê? O que é que você tem com essa piranha velha?

– Pode tirar seu cavalinho da chuva. Você não vai a lugar nenhum!

– Você vai é cair num barranco, porque o mundo é achatado, sua besta!!!

O mundo é redondo igual a essa laranja, ou igual a mim mesmo, cidadão russo!

O mundo é redondo igual a essa laranja, ou igual a mim mesmo, cidadão russo!