Skyfall: O Final?

Posted: 04/11/2012 by sobziro in Eu acho que..., Sugestão da Casa, Uncategorized
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Confesso que desanimei quando Daniel Craig foi escolhido o novo 007: “Depois de anos da elegância (forçada é verdade) de Pierce Brosman chegou a vez dos brucutus?” Foi o que pensei. Similares ambos fazem o famoso biquinho ao atirar a lendária pp7 (lembrei do nome pelo game) e a ‘corrida ereta’ a lá T1000 em Exterminador do Futuro II. Cassilo Royale, de 2006, foi mediano, e Quantum of Solace (2008) só não foi perfeito porque os roteiristas insistiram no enredo “América Latina: terra de ditadores e traficantes”. Apesar disso, os dois filmes acusaram alguns podres da geopolítica internacional, que enfatiza uma Inglaterra sempre na saia justa com os irmãos norte-americanos.

Mas nesse magnífico trabalho dirigido por Sam Mendes, dos enigmáticos Beleza Americana e Soldado Anônimo, a forçada de barra incrivelmente passou desapercebida. Preocupados em recuperar um HD com nomes de agentes infiltrados nas mais terríveis organizações terroristas do mundo que caiu em mãos erradas, Bond sai em busca de mercenários terceirizados para salvar a agência MI6 de mais um vexame público. Ainda que contasse com a ajuda de Eve (Naomie Harris), o plano fracassa.

Junto com uma Judi Dench apreensiva e exausta, vem a tona um novo chefe burocrático e desconfiado (Ralph Fiennes) disposto a mudar toda a política de atuação interna e externa, piorada por um atentado a bomba dentro da própria agência via hacker. O chefão dessa tramoia toda é Silva, um Javier Bardem cínico, sarcástico e debochado, um filho bastardo dos tempos de treinamento de James Bond.

O filme cativa a qualquer fã dos filmes do agente, mesmo com a ausência de carrões equipados, pequenos objetos explosivos, dentre outros. Isso talvez foi pensado pelo próprios criadores, já que tais efeitos remetem à época de espionagens de Guerra Fria, algo superado nos filmes de ação dos anos 2000. Outro aspecto interessante são as lutas do filme, diretas, curtas e efetivas, claro que a favor de Bond, sem (muitos momentos) de cansativas imobilizações e o suspense na hora de atirar nos ‘bonzinhos’.

Como todo filme na Era Craig, o final do filme indica uma provável continuação, porém no momento em que é questionado por um psicólogo qual a relação com a palavra Skyfall (o significado é revelado na parte final), Bond não hesita em dizer: Fim! Será?

Onde os fracos agentes não têm vez

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