Arquivo de Novembro, 2012

Adão e Eva, Por Historiadores

Posted: 30/11/2012 by sobziro in Ctrl C/Ctrl V, Geral, Humor
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Para os Positivistas:

– Os documentos que alegam o episódio de Adão e Eva são escassos, apresentam forte tendência sacralizante. É necessário ver os originais antes de fazer o documento falar.

Para a vertente Marxista:

– Há uma clara luta de classes, sendo Deus, a dominante, monopolizadora dos modos de produção, e a classe trabalhadora, Adão e Eva, reféns da moral divina e latifundiária.

Para a Micro-História:

– Adão e Eva são irrelevantes, devemos nos debruçar na conjuntura do bichinho da maçã e todos os seus desdobramentos.

Para os Estruturalistas:

– Áreas jardinadas com macieiras propiciam fornicações e serpentes.

Para a Escola dos Annales:

– A pergunta correta não é se eles comeram a maçã, mas sim se era possível alcançarem o fruto.

Fonte: @Quadrinhos de História
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“Ainda prossegue o julgamento do mensalão, e há muitos ajustes de penas, revisões, recursos e intercorrências institucionais pela frente. De todo modo, um clima de trabalho encerrado, coincidindo talvez com as festas de fim de ano, tomou conta do STF na última semana.

O espírito comemorativo pairou sobre a despedida do presidente Ayres Britto; alargou-se, em dia de casa cheia, com a posse de Joaquim Barbosa no cargo; irradiou-se, finalmente, numa explosão estroboscópica, com as cenas do ministro Luiz Fux tocando guitarra elétrica na festa em homenagem ao colega.

Tenho comentado bastante o julgamento do mensalão no caderno “Poder”, de modo que não entro aqui no conteúdo das decisões do tribunal. Mas o STF também é cultura, e há algo a dizer, sem dúvida, sobre algumas imagens que vão ficando do julgamento em curso.

Numa foto que faz sucesso, Joaquim Barbosa aparece de costas, com a capa drapejante, no estilo homem-morcego. É a figura do vingador, um tanto curvado e cabisbaixo pelo peso da própria obstinação, mas ao mesmo tempo rápido e decidido no passo. As dobras da capa sinalizam velocidade, altitude, independência e solidão.

O reverso da medalha são as máscaras que se fabricam para o Carnaval. Onde tínhamos a toga de Barbosa, temos agora o rosto de Joaquim. As rugas na testa e a expressão severa não tiram, claro, o sentido debochado da ideia, ou melhor, a falta de qualquer sentido na ideia.

Em outros anos, apareceram máscaras de Saddam Hussein, de Obama, de Lula e de Bin Laden. Tanto faz o personagem; o que importa é deslocá-lo do contexto, sublinhando que o Carnaval pode engolir tudo na mesma falta de lógica.

Seja como for, o Joaquim Barbosa trágico, espécie de Batman perseguido, convive com o Joaquim Barbosa cômico, camarada, ao alcance de todos. Não há maior sinal dessa ambiguidade do que o modo com que várias pessoas se referem a ele.

Imagino que não revelo segredo nenhum ao publicar isto: chamam Joaquim Barbosa de “Juiz Negão”.

O curioso é que a denominação, de óbvio histórico racista, vem em contexto positivo. Do gênero: “Tomara que o Negão ponha todo mundo na cadeia mesmo”. Ou: “Se fosse por mim, dava plenos poderes para o Juiz Negão resolver logo essa parada”. Numa sociedade como a nossa, o racismo por vezes está onde menos aparece, e vice-versa.

Os que chamam Barbosa de “Negão” parecem inconscientemente atribuir-lhe uma força vingadora e revolucionária, que admiram, mas da qual também gostariam de se afastar.

É o simétrico, digamos assim, da frase “vocês são brancos, que se entendam”. Algo que sempre pareceu aplicar-se, por sinal, ao mundo altamente codificado e técnico de uma corte superior de Justiça.

Nesse aspecto, os dois Barbosas se combinam. O Barbosa vingador, sozinho num mundo de “brancos”, se identifica com o Barbosa carnavalesco, da máscara que está “na boca do povo”. O branco de classe média, com raiva de Lula e José Dirceu, torna-se “negro” como Barbosa em sua luta contra “os poderosos” que fazem e desfazem em Brasília.

O termo “Negão”, certamente “incorreto”, torna-se estranhamente “correto” nesse contexto. E o contrário acontece com alguns termos “politicamente corretos”.

Foi o caso do discurso feito pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante, homenageando Barbosa na semana passada.

A situação, naturalmente, sugeria celebrar o fato de pela primeira vez se ter um negro na presidência do tribunal.

Ao mesmo tempo, como fez o próprio Barbosa, cabia passar por cima desse fato: ver os méritos da pessoa, não a cor de sua pele.

Cavalcante saiu-se com uma referência ao “multiculturalismo da brava gente brasileira”, que “se faz presente com o ministro Joaquim Barbosa”.

Como assim, “multiculturalismo”? Tendo estudado em Paris e dado aulas nos Estados Unidos, por que seria Barbosa mais “multicultural”, ou menos, do que Gilmar Mendes ou Celso de Mello?

De modo parecido, a severidade de Barbosa é frequentemente relacionada a alguma dose de revolta ou rancor que traga do próprio passado. Talvez; mas por que não culpar a sua dor nas costas, por exemplo, pelo mau humor que o acompanha?

Num país em que se esconde o racismo, o racismo surge mesmo onde ele não está. O fato é que ninguém fecha os olhos para o fato de ele ser negro; e fingir que se ignora o fato tende a ser muito revelador também.”

(Marcelo Coelho, Folha de São Paulo, 28/11/12)

Homens x Mulheres

Posted: 25/11/2012 by sobziro in Ctrl C/Ctrl V, Eu acho que..., Humor
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Parte ? do Infinito

APELIDOS
– Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almocar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dé e Lú.
– Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente se referirão uns aos outros como, Gordo, Cabeção, Rato e Cabelera,

RESTAURANTE
– Quando recebem a conta Leandro, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado  e nenhum vai ao menos admitir que o quer. Logo, o troco será convertido em saideiras
– Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.

FILMES
– A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarzinho, de preferência por amor.
– Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.

DINHEIRO
– Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.
– Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não precisa.

BANHEIRO
– Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dente, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e toalha de hotel.
– A quantidade em média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue identificar a maioria deles.

DISCUSSÕES
– Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de outra discussão.

FUTURO
– Uma mulher se preocupa com o futuro até consegur um marido.
– Um homem nunca se preocupa com o futuro, até conseguir uma esposa.

MUDANÇAS
– Uma mulher se casa esperando que seu homem mude, mas ele não muda.
– Um homem se casa esperando que sua mulher não mude, mas ela muda.

DIVIDINDO
– Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo estranho que lhe der atenção
– Um homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando questionado por um advogado cheio de artimanhas,
sob juramento e, mesmo assim, apenas quando isso puder dimunuir sua pena.

Ideias Absurdas

Posted: 21/11/2012 by sobziro in Uncategorized

“Durante o processo de criação de uma campanha, muitas vezes acabam surgindo idéias absurdas que nunca foram e nunca poderiam ser veiculadas. Imagine quantas dessas peças já foram criadas e ninguém nunca as viu. No Desencannes, são essas as peças que valem. Um espaço para exposição de idéias que na maior parte das vezes ficam restritas aos criativos da agência.”

Eu parei para escutar todos os slogans. Aqui estão alguns deles:
Caixões Funerários:”Vem pra caixa você também!”

Luftal: “Luftal, é pá pum.”

Freios Vargas: “Sem eles você vai mais longe.”

Souza Cruz 100 anos: “Quem disse que cigarro mata?”

Clínica Pinel: “Estamos loucos para receber você aqui!”

Açougue Sendas: “Tudo do boi e do melhor.”

Preservativos Olla: “O jeito certo de se introduzir”

Volkswagen: “Você conhece, você conFiat”

Chamyto: “O Yakult da Nestlé”

Levi’s 501: “Grossas e resistentes, porém Levi’s”

Linhas Aéreas TAM: “Um empresa que caiu do céu.”

Cemitério Parque da Paz: “Plantando gente na terra desde 1940”

Uma vez Judas…

Posted: 17/11/2012 by sobziro in Ctrl C/Ctrl V, Humor
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Jesus chama os seus discípulos e apóstolos para uma reunião de emergência devido ao alto consumo de drogas na Terra. Depois de muito pensar, chegam à conclusão de que a melhor maneira de combater a situação e resolvê-la definitivamente era provar a droga eles mesmos e depois tomar as medidas adequadas. Decide-se que uma comissão de discípulos desça ao mundo e recolha diferentes drogas.
Efetua-se a operação secreta e dois dias depois começam a regressar os emissários. Jesus espera à porta do céu, quando chega o primeiro servo:
_Quem é?
_ Sou Paulo.
Jesus abre a porta.
_ E o que trazes, Paulo?
_ Trago haxixe de Marrocos.
_ Muito bem, filho. Entra.
_ Quem é?
_ Sou Pedro.
Jesus abre a porta.
_ E o que trazes, Pedro?
_ Trago maconha do Brasil.
_ Muito bem, filho. Entra.
_ Quem é?
_ Sou Tiago.
_ E o que trazes, Tiago?
_ Trago Lança perfume da Argentina.
_ Entra.
_ Quem é?
_ Sou Marcos.
_ E o que trazes, Marcos?
_ Trago marijuana da Colômbia.
_ Muito bem, filho. Entra.
_ Quem é?
_ Sou Mateus.
_ E o que trazes, Mateus?
_ Trago cocaína da Bolívia.
_ Muito bem, filho. Entra.
_ Quem é?
_ Sou João.
Jesus abre a porta e pergunta de novo:
_ E tu, o que trazes, João?
_ Trago crack de Nova Iorque.
_ Muito bem, filho. Entra.
_ Quem é?
_ Sou Lucas.
_ E o que trazes, Lucas?
_Trago speeds de Amsterdam.
_ Muito bem, filho. Entra.
_Quem é?
_ Sou Judas.
Jesus abre a porta.
_ E tu, o que trazes, Judas?
_ POLICIA FEDERAL E DENARC!!! TODO MUNDO NA PAREDE – MÃO NA
CABEÇA!!!
ENCOSTA AÍ, CABELUDO!!! A CASA CAIU!!!

Bruce Springsteen e Tom Morello dividindo o palco é um fato memorável aos amantes do rock. Mas, o vídeo abaixo é um fato inusitado para a junção desses senhores da guitarra (cada um no seu estilo).

Primeiro porque é uma dessas caravanas de eleições norte-americanas, quando artistas montam grandiosos ‘showmícios’ em ginásios para convencer a população a votar no seu candidato. O próprio Springsteen já é figura carimbada do lado democrata. Incoerência é ver o anarquista Morello, que apoiou Dilma e MST por aqui no SWU, aceitar o convite.

Segundo fato é a chatice do blá-blá-blá moralista que todo artista adora soltar antes de um clássico. Bono Vox, que dividiu anteriormente o palco com Bruce, foi um dos que abriram a portera para esse ‘discurso de Oscar politicamente correto’.

Mas o pior mesmo é ver Tom Morello se arriscar nos vocais. Totalmente fora de ritmo e tentando convencer pela força de vontade (a velha artimanha de esconder o desafino no grito), ele se salva com os solos de guitarra usando efeitos próprios. Detalhe que seu instrumento de protesto tem adesivos de hipopótamos e o símbolo do comunismo. Pode isso, Zack de la Rocha?

Confesso que desanimei quando Daniel Craig foi escolhido o novo 007: “Depois de anos da elegância (forçada é verdade) de Pierce Brosman chegou a vez dos brucutus?” Foi o que pensei. Similares ambos fazem o famoso biquinho ao atirar a lendária pp7 (lembrei do nome pelo game) e a ‘corrida ereta’ a lá T1000 em Exterminador do Futuro II. Cassilo Royale, de 2006, foi mediano, e Quantum of Solace (2008) só não foi perfeito porque os roteiristas insistiram no enredo “América Latina: terra de ditadores e traficantes”. Apesar disso, os dois filmes acusaram alguns podres da geopolítica internacional, que enfatiza uma Inglaterra sempre na saia justa com os irmãos norte-americanos.

Mas nesse magnífico trabalho dirigido por Sam Mendes, dos enigmáticos Beleza Americana e Soldado Anônimo, a forçada de barra incrivelmente passou desapercebida. Preocupados em recuperar um HD com nomes de agentes infiltrados nas mais terríveis organizações terroristas do mundo que caiu em mãos erradas, Bond sai em busca de mercenários terceirizados para salvar a agência MI6 de mais um vexame público. Ainda que contasse com a ajuda de Eve (Naomie Harris), o plano fracassa.

Junto com uma Judi Dench apreensiva e exausta, vem a tona um novo chefe burocrático e desconfiado (Ralph Fiennes) disposto a mudar toda a política de atuação interna e externa, piorada por um atentado a bomba dentro da própria agência via hacker. O chefão dessa tramoia toda é Silva, um Javier Bardem cínico, sarcástico e debochado, um filho bastardo dos tempos de treinamento de James Bond.

O filme cativa a qualquer fã dos filmes do agente, mesmo com a ausência de carrões equipados, pequenos objetos explosivos, dentre outros. Isso talvez foi pensado pelo próprios criadores, já que tais efeitos remetem à época de espionagens de Guerra Fria, algo superado nos filmes de ação dos anos 2000. Outro aspecto interessante são as lutas do filme, diretas, curtas e efetivas, claro que a favor de Bond, sem (muitos momentos) de cansativas imobilizações e o suspense na hora de atirar nos ‘bonzinhos’.

Como todo filme na Era Craig, o final do filme indica uma provável continuação, porém no momento em que é questionado por um psicólogo qual a relação com a palavra Skyfall (o significado é revelado na parte final), Bond não hesita em dizer: Fim! Será?

Onde os fracos agentes não têm vez