Arquivo de Julho, 2012

A Evolução Humana segundo Milo Manara

Posted: 30/07/2012 by zegotinha07 in Geral, Humor
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Descobri a charge por esses dias no portal Zuckerberg, em uma página que satiriza as ações do homem contemporâneo. Milo Manara, autor do desenho, é conhecido por usar e abusar do erotismo em suas obras, exaltando o formato encantador do corpo das mulheres.

Infelizmente, o desenho foi censurado pela vigilância do face e teve que ser retirado da página, mas a tempo de ser salvo e publicado aqui. Se é feio porque aborda o sexo, como ensinar às crianças o ciclo humano sem falar da reprodução? E o desenho de Manara nem esconde em nada do que o homem etnocentrista fez às comunidades mais isoladas, muitas vezes apelando para o espetáculo da carnificina.

Alguns herois que passaram desapercebidos em Aurora. Do célebre colunista Contardo Calligaris.

“O filme “O Cavaleiro das Trevas” estreia na sexta (27). Pelo trailer, entendi que Batman reaparece em Gotham City, que precisa dele, desesperadamente. O novo vilão que assola a cidade é Bane, vestido de colete à prova de balas e máscara antigás.

Na madrugada do dia 20, em Aurora, Colorado, um tal James Holmes, 24, vestido à la Bane e armado de rifle, espingarda e duas pistolas, atirou na plateia que assistia à pré-estreia do filme. Ele matou 12 pessoas e feriu dezenas. Por sorte, a arma mais letal, o rifle, travou no meio da matança.

Na noite do massacre, a frase que pipocava na tela era: “Where is Batman when we need him?”, onde está Batman quando precisamos dele?

Entre os espectadores sobreviventes, vários vestiam a camiseta com o logo do morcego. Alguns talvez estivessem completamente a caráter, pois existe, nos EUA, o hábito de comparecer a uma estreia vestindo o figurino de um personagem do filme. Ora, os espectadores disfarçados de Batman não supririam a falta de Batman. Em compensação, é possível que tenha acontecido o inverso: talvez Batman tenha comparecido lá, em Aurora, disfarçado de espectador.

Jon Blunk, Matt McQuinn e Alex Teves jogaram suas namoradas no chão e as protegeram dos tiros com seu corpo: eles se sacrificaram, e elas se salvaram. E Jarell Brooks, 19 anos, no meio daquele inferno, empurrou na sua frente e levou até à saída Patricia Legarreta com suas duas filhas pequenas, que ele encontrou perdidas no escuro e nos disparos. Patricia e as meninas se salvaram. Jarell não morreu, mas, ao amparar as três como um escudo, foi baleado nas costas.

Fazer a coisa certa não é um automatismo: o marido de Patricia e pai das meninas, por exemplo, desorientado no meio do massacre, encontrara só a saída, não a mulher e as filhas, que ficaram por conta.

Em suma, talvez Batman estivesse naquele cinema de Aurora, disfarçado de Jarell Brooks, Jon Blunk, Matt McQuinn e Alex Teves.

Infelizmente, além de Batman em vários disfarces, no cinema de Aurora, havia também seus (e nossos) inimigos –James Holmes estava disfarçado de Bane e com os cabelos do Curinga.

A moral dessa história é que os “ruins” se vestem de Bane ou de Curinga: eles querem se destacar, mostrar ao mundo que eles são únicos e confirmar seu “glamour” graças ao nosso olhar –admirativo ou apavorado, pouco importa, contanto que fiquemos vidrados neles.

Em tese, a mesma coisa poderia ser dita de Batman, que, apesar de não revelar sua identidade, é tão espalhafatoso quanto qualquer Curinga. Só que Batman não esteve em Aurora. Em Aurora, nossos heróis, os “bons”, ao contrário do assassino, foram quase invisíveis.(…)” (Contardo Calligaris)

Why so serious? Se condenado à pena de morte brotarão os Direitos Humanos. E as 12 vidas perdidas dentre outras estraçalhadas por esse assassino?

Década de 30

Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:

“Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor,
que na vida é a preferida pelo beija-flor….”

 Década de 40

Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para a Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:

“A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua, costuma se embriagar.

Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar”

Década de 50

Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:

“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.

É ela a menina que vem e que passa,

no doce balanço a caminho do mar.

Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.

O teu balançado é mais que um poema.

É a coisa mais linda que eu já vi passar.”

Década de 60

Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:

“Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito…”

Década de 70

Ele chega em seu fusca, com tala larga, sacode o cabelão, abre a porta prá mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:

“Foi assim… como ver o mar…a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar…

Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar…”

Década de 80

Ele telefona pra ela e deixa rolar um:

“Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara.

Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda linda sabe viver você me faz feliz….”

Década de 90

Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:

“Agora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu
vem meu amor vem pra mim,
me abraça devagar,
me beija e me faz esquecer”

Ainda na Década de 90

Ele liga pra ela e a convida para um rala rala e curtir:

“Bota a mão no joelho
E dá uma abaixadinha
Vai mexendo gostoso,
Balançando a bundinha
Agora mexe vai, Mexe, mexe mainha
Agora mexe, Mexe, mexe lourinha
Agora mexe, Mexe, mexe neguinha
Agora mexe Balançando a poupancinha
Mexe, mexe, pro lado
Mede, mexe, pro outro
Vai mexendo embaixo
Vai mexendo gostoso
“Ah, que beleza, que maravilha, isso eh magnífico, mãe!”

Em 2001

Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:

“Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão.
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Vem…
Vem Tchutchuca! Linda, senta aqui com seu pretinho vou te pegar no colo e ti fazer muito carinho…”

Em 2003

Ele oferece uma música no baile:

“Vou mandando um beijinho
Prá filinha e prá vovó
Só não posso esquecer
Da minha Eguinha Pocotó
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó
Minha eguinha Pocotó!
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó
Minha eguinha POCOTÓ….”

Em 2004

Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:

“Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!!! Hoje é festa lá no meu apê, tem birita até ao amanhecer”

Em 2006

Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:

“Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!! Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim, Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim !!!”

Dá pra perceber que isso foi retirado de um e-mail estacionado há SEIS anos, desde então a qualidade da nossa música só piorou!

Qualquer semelhança com as latas de lixo recicláveis não é mera coincidência

Se todos podem lembrar algo tão simples como o que será descrito abaixo, poderemos ajudar a salvar algumas pessoas.

As vezes os sintomas do AVC são difíceis de identificar. A vitima pode sofrer danos mentais muito graves quando as pessoas mais próximas falham em reconhecer os sintomas básicos de um AVC.

Vejam como é fácil identificar um AVC:  Lembre-se das 3 letras de STROKE: S, T e R.

S * Peça à pessoa para sorrir (Smile)
T * Peça para ela dizer (Talk) uma frase simples e coerente (ex: Está um dia lindo!!!)
R * Peça para que levante (Raise) os dois braços.

Se a pessoa apresentar problemas para fazer alguma destas três coisas chame o19imediatamente e descreva os sintomas a quem atender.

Outro sinal  de um AVC ——– Colocar a língua de fora: peça à pessoa para por a língua de fora… Se a língua estiver torta ou for para um lado ou para outro, isso é indicação de AVC. 

O slogan da campanha já diz tudo: A criança vê, a criança faz. Seja uma boa influência.

Propagandas impactantes contra o cigarro? Pois bem…