Arquivo de Junho, 2012

Existem pequenos detalhes que podem transformar o céu em um inferno.

A versão brasileira, pra variar, é de autoria do incansável Luis Fernando Veríssimo:

“- Paraíso é estar em um churrasco, feito por gaúchos, em uma praia nordestina, com mulheres mineiras, organizados por paulistas e animado por cariocas;

– Inferno é estar em um churrasco, feito por mineiros, em uma praia gaúcho, com mulheres nordestinas, organizados por cariocas e animado por paulistas”

A gringa eu desconheço o autor, segue a (tentativa de) tradução da imagem:

O paraíso é onde a polícia é britânica, os cozinheiros italianos, os mecânicos alemães, as amantes brasileiras e tudo é organizado pelos suíços. O inferno é onde os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são brasileiros, as amantes suíças, a polícia é alemã e tudo é organizado pelos italianos.

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Para o quê? Paralelo?

Posted: 26/06/2012 by sobziro in Eu acho que..., Geral
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 Desde a última sexta-feira (22/6) o Paraguai vem sendo comentado nos noticiários, tomando o lugar da cúpula do Rio+20, com o impeachment de Fernando Lugo à presidência. Foi alegado pelo senado paraguaio o argumento de não-cumprimento das funções administrativas de Lugo, reconhecido constitucionalmente. Mais do que a troca de governantes foi comentado as reações de presidentes vizinhos. Qual o motivo de tanto temor sobre a ação em um dos países latino-americanos mais ‘abandonados’ ?

Fernando Lugo foi eleito democraticamente em 2008, para delírio da ala esquerda continental, como Hugo Chávez, Rafael Corrêa e Lula, prometendo medidas duras e revolucionárias em prol da população esperançosa por mudanças, depois de décadas frustradas com o Partido Colorado. Impostos maiores sobre as oligarquias, reforma agrária, embargar imposições dos EUA…a ponto do cineasta Oliver Stone, devoto de Fidel Castro, vir gravar o famigerado e colorido “Ao Sul da Fronteira”, no qual Nestor Kirchner engrandece a esposa Cristina no poder argentino.

Mas tamanha lua-de-mel durou pouco, e não demorou para o ex-bispo entrar em apuros, a começar pela vida pessoal. Lugo assumiu a paternidade de dois filhos e, até o momento, há outras duas mulheres que confirmam terem herdeiros seus, o que lhe valeu o apelido de ‘El Conejo’ (O coelho). Depois, persuadiu o governo brasileiro a pagar mais pela cota de energia paraguaia de Itaipu, usina hidrelétrica binacional, triplicando o valor anual de U$$100mi para U$$300mi.

Talvez o que tenha culminado em sua destituição foi a indiferença perante os problemas agrários, que envolvem inclusive brasileiros, os ‘brasiguaios’, sendo um velho problema que nunca se resolve nas América Latina. Acusado de liberar o confronto entre policiais e sem-terra no dia 15 último, no qual 17 pessoas foram mortas, Lugo se defende dizendo que não teve chance de se defender.

A Unasul já descartou a participação do Paraguai na próxima reunião, o mesmo fez o Mercosul, ou seja, graças a uma ‘tragédia’ tais reuniões ganharam destaque na mídia. Enquanto Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina condenaram a ação política (Chávez já suspendeu o abastecimento petrolífero), rotulada como Golpe de Estado, Dilma & Cia ainda estuda sanções e (como) dialogar com o novo governante Federico Franco, empossado até abril do ano que vem. Coincidência no impeachment paraguaio também ter saído um Fernando e entrado um Franco?

Lugo, ainda que contrariado, disse que aceita o decreto institucional, votado por esmagadores 39 a 4, porém diz que pretende não se distanciar do poder por meio da fiscalização dos atos de Franco, contando com a ajuda de seus ex-ministros, tudo indica que seu objetivo é montar um poder paralelo. O grupo político do continente, que se diz sólido, de forma direta ou indireta, terá que atuar, evitando o resumo da famosa piada do Paraguai: Para quê?

La Propried ou la función?

Simples assim:

#PodeissoGokueErundina?

Tabela do Casamento

Posted: 20/06/2012 by sobziro in Geral, Humor
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Aproveitando enquanto é possível!

TABELA DO CASAMENTO

ANTES…
DEPOIS…
Duas por noite.
Duas por mês.
Você me deixa sem fôlego!!!
Você está me sufocando!!!
Não pára!!!
Nem vem!!!
Estar ao teu lado!!!
Vire para o seu lado!!!
Me pergunto que faria sem ela…
Me pergunto o que faço com ela…
Erótica!!!
Neurótica!!!
Ela adora como controlo a situação…
Ela diz que sou um manipulador egoísta…
Ontem transamos no sofá…
Ontem dormi no sofá…
Minha gatinha, meu ursinho, minha coelhinha… (bichinhos pequenos e fofinhos). 
(Os bichos crescem): sua vaca, seu cachorro, sua galinha, seu veado…
Os embalos de Sábado a Noite…
O futebol de domingo a noite…
Você vai comer só isso?
Talvez fosse melhor comer só a salada…
É como se eu estivesse sonhando!!!
Estou tendo um pesadelo!!!
Concordamos em tudo!!!
Ela não pode tomar nenhuma decisão?
Cueca de seda…
Samba-canção (aquela do pacote com 3).
Adoro suas curvas…
Eu nunca disse que você está gorda?
Ele está completamente perdido por mim!!!
Porque ele não pede informações?
Croissant e capuccino…
Café com margarina…
Você fica tão sexy de preto!!!
Suas roupas são tão deprimentes!!!
Camarão…
Sardinha em lata…
Biquini asa delta…
Maiô tipo americano…

Ou o encontro entre gigantes, em um passado um tanto distante. Retirado do 9GAG.

Futebol também é Geopolítica!

“1. Sempre gostei da Eurocopa. O futebol é um pormenor. As minhas razões são políticas. Gosto da Eurocopa porque ela é a expressão tangível (e bem ruidosa) da diversidade nacional europeia que nenhuma construção federal será capaz de suprimir.

Dias atrás, a chanceler Angela Merkel declarou em entrevista: a solução para os problemas do euro passa por mais “integração” dos países da zona do euro. Tradução: é necessária uma estrutura política federal, ou aparentada, com a Alemanha no topo e a Europa transformada numa união semelhante aos Estados Unidos da América.

Angela Merkel, claro, não lê a imprensa portuguesa. Se lesse, veria o que escreveram a respeito do jogo Alemanha x Portugal (que os portugueses, injustamente, perderam por 1 a 0). A retórica antigermânica era violenta, o que se entende: o país está sob resgate financeiro internacional, com a bênção punitiva da Alemanha.

Por isso o jogo não foi um jogo. Antes, o ajuste de contas entre o servo e o capataz. Infelizmente, ganhou o capataz.

Mas as rivalidades que a Eurocopa oferece não são apenas explicadas por crises econômicas momentâneas. Existem também memórias históricas que persistem em retornar à superfície.

Jogos como Polônia x Rússia ou França x Inglaterra são evocações fantasmagóricas de lutas seculares que deixaram a sua pegada arqueológica. Quando essas equipes se voltarem a enfrentar na Eurocopa, não será apenas de futebol que a mídia irá falar.

Que lições ensina a competição? Uma lição simples: nos Estados Unidos, os New York Yankees podem ter uma rivalidade conhecida com os Boston Red Sox. Mas, quando a hora do jogo se aproxima, o estádio enche-se de americanos, não de “new yorkers” ou de “bostonians”. E todos eles cantam o único hino que interessa -o hino de um país, forjado com o sangue da Guerra Civil.

Na Europa, não existe um único país; nem sequer, como pretendem os federalistas, diferentes “regiões” que podem fazer parte de um super Estado com capital em Bruxelas.

O que existe são nações múltiplas que, na hora do confronto desportivo, regressam a um sentimento primordial de pertença: a uma língua, uma cultura, uma identidade. Nações que, mesmo em tempos de paz, conservam ainda na memória afinidades comuns -ou aversões mútuas.

Não é por acaso que um jogo entre Portugal x Inglaterra (dois velhos aliados) nunca tem a carga “bélica” de um Portugal x Espanha.

Nas páginas finais das suas memórias, Jean Monnet, um dos pais fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, semente da atual União Europeia, escrevia: “A soberania das nações do passado não consegue mais resolver os problemas do presente: não consegue mais garantir a essas nações o progresso e controle do seu futuro. A Comunidade [Europeia do Carvão e do Aço] é apenas um estágio rumo ao novo mundo do futuro”.

Jean Monnet, manifestamente, nunca assistiu à Eurocopa.

2. A Espanha vai receber um empréstimo dos restantes países da zona do euro no valor de 100 bilhões de euros. Para recapitalizar o seu setor bancário exaurido. Tudo está bem quando acaba bem?

Longe disso. Um dos melhores estudos que li sobre a crise europeia pertence a Jay Shambaugh. Título: “The Euro’s Three Crisis”. Tese poderosa: a crise do euro é, na verdade, composta por três crises. Uma crise bancária, uma crise de endividamento e uma crise de crescimento. A Espanha tem as três em proporções avassaladoras. O que significa que resolver a primeira deixa as outras duas intactas.

Pior: de acordo com Jay Shambaugh, as três crises estão tão interligadas que mexer em apenas uma delas muitas vezes piora as restantes. A Irlanda tentou resolver a sua crise bancária -e agravou brutalmente a crise de endividamento. A Grécia tentou corrigir o endividamento com medidas de austeridade -e matou o crescimento.

Enfrentar a crise do euro, avisa Shambaugh, é enfrentar as três crises, não apenas usar remendos para uma delas.

Quem acredita que a Espanha resolve os seus problemas com 100 bilhões de euros para o setor bancário vai ter surpresas desagradáveis a curto prazo.” (João Pereira Coutinho)

Um Nero simbólico, que começou na Grécia e se alastrou pelo Velho Mundo

Karaokê pra Surdo e Mudo

Posted: 08/06/2012 by sobziro in Uncategorized

Tentem não rir, e sem essa de politicamente correto!