As Outras Visões da II Guerra Mundial (Hollywood)

Posted: 27/11/2011 by sobziro in Eu acho que..., Geral, Sugestão da Casa
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A II Guerra Mundial foi um evento único na história. Dentre muitas ‘novidades’, revelou Adolf Hitler, um personagem sem sombra de dúvidas lunático desprovido de qualquer humanização, mas também teve seus êxitos: moldou o Nazismo bebendo na fonte de Mussolini, puxou a sardinha de Hiroíto para o Eixo e obrigou duas potências políticas que ainda ensaiavam um entrave pelo domínio global (EUA e URSS) a se unirem frente ao inimigo em comum.
Hollywood não poupou e$forço$ para retratar esse curto espaço de tempo (1939-1945) que aproximou o mundo, em especial a Europa, de sua aniquilação total. Dentre diversas produções, boa parte contou com o dedo de renomados diretores como Steven Spielberg, Roman Polanski, John Frankenheimer e Richard Fleischer. Contudo outras filmagens recentes obtiveram considerável destaque graças a um fator que ainda engatinha a passos de lesma na sétima arte americana: a visão do lado perdedor e/ou de outros países combatentes além do próprio EUA e Reino Unido.
Clint Eastwood foi o precursor na direção da dobradinha Conquista da Honra/Cartas de Iwo Jima, ambas de 2006. Ainda não tive oportunidade de ver o lado americano (Conquista), mas a versão japonesa fez jus às indicações ao Oscar de 2007. Retratando a batalha ocorrida entre americanos e japoneses no último ponto militar insular antes de aportar no Japão, a trama passa longe da famosa e manjada virada de mesa nas batalhas, elemento (lugar?) comum nos longas hollyudianos, vide O Patriota. Eastwood e equipe preferiram dar ênfase no orgulho patriótico dos combatentes asiáticos, cientes tanto da inferioridade numérica e bélica quanto da derrota iminente. O protagonista Saigo se mostra um soldade averso, que se vê cada vez mais perdido e ‘fraco’ conforme as baixas de seus colegas.  
Duas produções do ano de 2008 são dignas de serem vistas seguindo a linha já citada: Operação Valquíria, de Bryan Singer e Um Ato de Liberdade, de Edward Zwick.
O filme de Singer expõe a operação de opositores do alto escalão nazista que planejavam assassinar Hitler, visando prender sua corja militar e assinar uma possível trégua com os Aliados. Com Tom Cruise no papel do coronel Claus Von Stauffernberg, é possível ver na película o modus operanti dos bastidores políticos de um país que se via acuado pelas tropas da tríade Roosevelt-Churchill-Stálin, com gabinetes repletos de sergredos e desconfianças e a devoção ao führer, além de todo o estratagema mostrar que nem todos os chefes na Alemanha Nazista partilhavam com as ideias e projetos de seu líder.
Já o filme de Zwick fala sobre a resistência de três irmãos judeus na Bielo-Rússia contra a ocupação alemã. O refúgio nas geladas florestas, a formação das comunidades que sobreviviam a base de saques com trabalho mútuo e colaboração de camponeses ‘neutros’, os motins contra o exército nazista, todos esses elementos em sequência servem para reforçar o drama e o empenho de um povo que nunca se rendeu à Hitler, mesmo com o desprezo do socorro soviétivo, estes mais preocupados em tomar o domínio do território do que somente expulsar os alemães. Daniel Craig deixa de lado o rótulo do valente e brucutu James Bond para dar lugar ao sensível e pensativo Tuvia Bielski, o mais velhos dos irmãos e líder da comunidade aldeã.
Enfim, três filmes que passam longe do jargão American Flag, mas não deixa de serem imperdíveis. Ou será justamente esse jargão inexistente que dá qualidade aos longas?

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