Sábios 5 Álbuns

Posted: 11/06/2011 by sobziro in All Power to the GOOD Music, Sugestão da Casa, Top 5

Em tempos de MP3, Pen-Drive e gravadoras Félap*ta, está cada vez mais raro, pra não dizer nulo, encontrar um álbum de cd que podemos chamá-lo de ‘completo’, ‘memorável’, ‘fodástico!’. Com o conteúdo mais mercadológico, ou seja acima do comercial, e temática xula (pobre é rico para os coloridos e sertanojos atuais),  a procura pelo estilo decente, seja rock, mpb, samba, hip-hop, se encontra fadado aos alternativos, vulgo chatos e malas para a publicidade fonográfica.

Mas os alternativos têm um porquê de escolherem seus gostos. E a com esses porquês que hoje será dada a largada a coluna o ‘Sábios Ouvidos’, que dará voz para pessoas ‘rankiarem’ seus 5 cds marcantes, independente do estilo musical, se é estúdio ou ao vivo, inédito ou The Best Of. É praticamente uma extensão da categoria Sugestão da Casa, só que exclusivamente musical e nostálgica. A contagem será regressiva e haverá colaboração de outros esclarecidos além dos blogueiros.

nº 5 – Manu Chao – Clandestino (Sobziro)

Dissidente do Mano Negra, o sujeito confuso de origem (argelina, francesa e venezuelana) gravou esse cd em 1998 ‘sem-querer’, fruto de viagens sem compromisso pela América Latina. Nele mistura-se ritmos típicos do nosso continente, com toques de francês e inglês, destacando culturas e costumes locais, denunciando as mazelas e viajando nas influências da erva do diabo, mas sem exagerar na apologia planet-hêmpica.

A inicial Clandestino, que teve cover de Adriana Calcanhoto, aborda a questão imigratória para o Norte-Desenvolvido, em Desaparecido, Manu fala de movimentos sem rumo e sentimentos, seguindo um roteiro ‘sussa’ por Bongo BongJe Ne T Aime Plus (sequência de Bongo Bong em francês) e Mentira, com lamúrios que lembram Mercedes Sosa.

Luna y Sol é a mais agitada do disco, voltando depois ao estado de bonança Por El Suelo até o final El Viento. Há tempo para uma sátira japonesa em Welcome to Tijuana e o sarcasmo em Minha Galera. Todos as faixas acompanham violão, viola andina e efeitos sonoros de teclados, com batuques de tamborim pra Jô Soares nenhum botar (d)efeito. Melhor ainda se for ouvido sem o shuffle.

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