Arquivo de Julho, 2010

Justin Bi(ba)eber o Car*#%lho!

Posted: 12/07/2010 by sobziro in Geral

ndo na contramão (ainda bem) dos posts à la discurso de Fidel Castro, hoje o blog divulga o trabalho de um singelo oriental. Trata-se de Sungha Jung, um garoto da Coréia do Sul de 11 anos de idade que dedilha seu violão clássico monstruosamente bem. Sensação no Youtube, alguns vídeos contém mais de 1 milhão de acessos.

Segue abaixo dois links em que o possível mini-Yamandu do oriente toca duas músicas (de início quem ouve o som sem ver pode jurar que é dueto de violões): ‘Kiss from a Rose’, do cantor Seal, e ‘Tears in Heaven’, de Eric Clapton.

Há outros vídeos com gravações de outros hits, como Billie Jean (Michael Jackson), Living on a Prayer (Bon Jovi) e With or Without (U2), circulando no site (www.youtube.com). Basta digitar o nome do instrumentista e ver seu repertório.

Expectativa a priori, decepção a posteriori

Posted: 08/07/2010 by sobziro in Top 5

A palavra ‘brochante’ soa tão comum aos ouvidos de jovens e adultos hoje que sua qualificação extrapolou seu lugar de origem, ou seja, na cama entre quatro paredes. Nada mais é do que rotular tudo o que é possível experimentar com nossos sentidos (sim, todos!) como uma grande farsa, algo que era para nos dignificar e que não passou de uma ótima propaganda enganosa após a ‘investigação’.

Eis que vos trago cinco filmes que me hipnotizaram com seus trailers muito bem editados, porém não passaram de grandes frustações no momento em que aparecem os créditos finais. A principal mensagem aqui nesse top é ‘NÃO PERCAM SEU TEMPO!’ e será o primeiro de muitos, infelizmente.

1º – À Procura da Vingança (de David Von Ancken. Com Pierce Brosnan, Liam Neeson, 2006)

O que eu esperava?

Um bang-bang de alto nível, que retratasse muito bem a paisagem estaduniense pós-guerra civil, e uma atuação digna dos protagonistas, com uma elegância dos conterrâneos do Reino Unido

Na verdade foi…

Um enredo e trama que seguiu fielmente o título em português. Com perseguições, armadilhas, subornos e trisurdos (mais que absurdo) sem tamanho.

Salva alguma coisa?

A bem da verdade o filme não é de todo ruim. os takes que mostram as paisagens temperadas e a sequência de emboscadas foram muito bem-feitos. O final do filme estraga o conjunto da obra. Não vou ser chato de contar aqui, mas assistam e comprovarão minha teoria.

Um último desejo James Bond?

2º – Tá Rindo de quê? (de Judd Apatow. Com Adam Sandler, Seth Rogen, 2009)

O que eu esperava?

Já estava ciente de que não era mais uma comédia pastelão com Adam Sandler no comando, no entanto esperava um drama nivelado como Reine Sobre Mim, trazendo Seth Rogen para esse teste de ‘camaleão’ (ator que atua bem em qualquer gênero)

Na verdade foi…

Uma longa e extensa gravação de quase duas horas e meia retratando o cotidiano de humoristas stand up (os monólogos encenados por atores como Chris Rock ), com o tom básico de moralismo, uma pitada de paixão remember mal-resolvida e nada de Rob Schneider.

Salva alguma coisa?

Um Eric Bana como corno dramático pendendo pra comédia ajuda um pouco na risada, mas ainda não vale o preço do aluguel ou o tempo perdido no torrent.

Tá vendo algo engraçado ali? Nem eu!

3º – O Dia em que a Terra parou (de Scott Derrickson. Com Keanu Reeves, Kathy Bates, 2008)

O que eu esperava?

Uma adaptação decente de muitos clássicos, apesar de não ter visto os originais como Uma Saída de Mestre e Dragão Vermelho.

Na verdade foi…

Um Nell adaptado com a mesma cara de sistemático num filme sem pé nem cabeça, além dos efeitos especiais de péssima qualidade.

Salva alguma coisa?

A beleza de Jennifer Conelly, e só. A debandada de catástrofes lembram os blockbusters de Roland Emmerich

Hello Mr. Klaatu. Are you surprise to see me?

4º – O Reino (de Peter Berg. Com Jamie Foxx, Chris Cooper, 2007)

O que eu esperava?

Nada além do básico ‘Nós americanos somos o exemplo, e os muçulmanos, terroristas!’, só que com conteúdo e qualidade de fotografia e trama. Ah sim, e a Jennifer Garner com roupas mínimas!

Na verdade foi…

O básico ‘Nós americanos somos o exemplo, e os muçulmanos, terroristas!’, sem muito conteúdo com uma trama mais manjada que a convocação do Dunga. Pra completar, a Jennifer Garner é durona e vestida de soldado.

Salva alguma coisa?

As informações com estatísticas mostradas logo no início e a fotografia.

E aí? Acharam o Bin Laden? e o Demolidor?

5º – Leões e Cordeiros (de Robert Redfort. Com Tom Cruise, Merly Streep, 2007)

O que eu esperava?

Uma obra-prima que mostrasse a política nua e crua dos EUA num embate com a imprensa. Esperava muito mais também dos três nomes que encabeçam o filme

Na verdade foi…

Uma entrevista de um senador à uma jornalista de renome, um debate entre aluno ‘que almeja ser alguém no futuro’ e seu professor, uma operação mal-sucedida de ianques no Afeganistão, com dois soldados se estropiando, lógico, heroicamente.

Salva alguma coisa?

Nem a entrevista, nem o discurso demagógico do professor, nem os soldados (ops, contei o final!)

'É mais fácil eu explicar a política imperialista nossa do que os fundamentos da Cientologia'

Há algum tempo eu convivia com uma menina que achava extremamente interessante, ela me dizia certas coisas que parecia que ela estava lendo a minha mente. Nossos gostos musicais eram os mesmos, os papos fluíam no msn, coisa de começar a conversar as 8hrs e ir até as 5hrs da manhã sem perceber. Hoje em dia ela mudou um pouco, não falo mais com ela com tanta frequência, mas de vez em quando agente troca recados no orkut, falamos sobre séries. Mas muito pouco. Naquela época não só compartilhamos os mesmos gostos musicais, nós compartilhavamos ideias.

trop

Artistas Tropicais

Pode até parecer maluco dizer isso, mas é a pura verdade, em parte eu concordo com que eu ouvi dentro do meu carro indo para o Parque do Peão ver alguns shows.
Dizia que percebeu que o melhor da musica nacional surgiu na época do regime ditatorial, isso porque segundo ela a repreensão é o melhor estimulo pra criatividade. Na parte em que eu concordei foi a de que hoje não tem nada original no Brasil, ou até mesmo no mundo, a não ser novas “modas” musicais que são bem abaixo do que se ouvia antes. Veja que foi nos anos 60, durante um regime militar que surgiram os grandes nomes da musica nacional com o movimento da tropicalia e com eles surgiram Os Mutantes, Chico Buarque, Gilberto Gil, na mesma epoca Wilson Simonal, a Jovem Guarda, assim, depois pra surgir algo bom levou-se mais ou menos 20 anos com o boom do rock em nossas terras. Tem que se considerar tambem nesta epoca, os festivais na tv (Record, Tupi, Cultura), em que alguns artistas criavam as musicas somente como forma de combate a censura da época, a exemplo do vídeo deste post, a classica “Pra não dizer que não falei das flores” do Geraldo Vandré que teve um final parecido com o do Simonal, abandonado pela midia em um estado depressivo.

Simonal

"Simonal, ninguém sabe o duro que dei", documentário que conta a historia do maior cantor do Brasil

Fui reparar na minha lista de musicas se é verdade, e realmente vi que a maioria das minhas musicas são internacionais do tipo rock clássico, progressivo e bandas com pelo menos 20 anos de existência. Os nacionais que tenho são bem mais velhos que eu, salvando algumas mais novas. Na parte em que eu não concordei foi a obvia em qualquer regime autoritarista, a já dita Censura, o famoso Pau de Arara pra quem não andava na linha, o sumiço repentino pra nunca mais aparecer, eram as situações que assolavam o pessoal criativo/rebelde da época.

Ah… lá nos shows só porcaria. Um bando de babacas misturando Van Halen com Bonde do Tigrão em colants tigrados. Quase vomitei, mas provavelmente deve ter sido o álcool consumido pra aguentar aquilo tudo. Vi também um tonto em cima do palco com um violão cantando musicas dos outros, nada mais original. É aquela coisa, “Na natureza nada se cria, tudo se copia.”

miguxos

As flores, ui! hahaha

Bom, falei tudo isso pra falar que não adianta nada essas bandinhas de merda coloridas nacionais aí, surgirem falando que são a salvação do rock, ou até mesmo os gringos que também se dão o titulo de Jesus. A não ser que as coloquem em uma cela, retirem todos os efeitos e equalizadores, as deixem apenas com um amplificador, uma guitarra porca, uma batera, um baixo e um microfone até q saia algo diferente do normal. Discordem ou concordem nos comentários, afinal vivemos em uma democracia, cada um tem o direito de consumir a porcaria que lhe convém!

é isso ai!